Elon Musk pede renúncia de Zelenski e critica apoio dos EUA à Ucrânia
O CEO da SpaceX, Elon Musk, solicitou a renúncia do presidente ucraniano Volodimir Zelenski, atribuindo ao governo dos Estados Unidos restrições no uso do serviço de satélites essencial para a defesa da Ucrânia.
O bilionário Elon Musk, CEO da SpaceX, expressou em rede social seu pedido para que Volodimir Zelenski renuncie ao cargo de presidente da Ucrânia. Musk criticou o governo dos Estados Unidos, responsabilizando-o por limitações recentes no uso do sistema de satélites Starshield, fundamental para as operações militares ucranianas contra as forças russas desde a invasão iniciada há mais de quatro anos.
Em sua publicação na rede social X, Musk escreveu que “hora de Zelenski ir embora” e afirmou que, sem a renúncia do presidente ucraniano, “o massacre continua”. Ele destacou que os sistemas Starshield são propriedade do governo americano e que qualquer restrição no uso do serviço é decidida pelo Exército dos EUA e, por fim, pelo presidente dos Estados Unidos.
Volodimir Zelenski, por sua vez, apelou aos Estados Unidos para que não apoiem o agressor no conflito contra a Rússia. Em post nas redes sociais, Zelenski enfatizou a necessidade de honestidade dos parceiros norte-americanos e pediu que fiquem ao lado da Ucrânia para proteger vidas, acabar com a guerra e garantir segurança. O presidente ucraniano também pediu o restabelecimento pleno dos serviços dos satélites Starlink, cuja limitação pode colocar vidas em risco durante os constantes ataques russos.
Leia também: Elon Musk atribui a Donald Trump decisão sobre restrições ao sistema Starshield usado pela Ucrânia
O sistema Starshield, desenvolvido pela SpaceX para uso militar, tem sido crucial para as Forças Armadas ucranianas, especialmente em operações com drones e defesa aérea. Entretanto, recentes reduções na velocidade e capacidade dos terminais de comunicação Starlink instalados em drones ucranianos comprometem a eficiência das operações e dificultam a interceptação de ataques russos.
Analistas militares ucranianos acreditam que essas limitações estejam relacionadas a decisões políticas dos Estados Unidos, o que tem criado tensão no apoio americano ao país. Autoridades dos EUA, como membros do Congresso e da Comissão de Relações Exteriores, manifestaram preocupação sobre restrições no acesso da Ucrânia ao sistema de comunicações via satélite, considerando inadmissível em meio a ataques contínuos.
Além disso, a tensão política também envolve posicionamentos recentes do ex-presidente americano Donald Trump, que também se manifestou favorável a uma mudança de liderança na Ucrânia e tem pressionado para que o país interrompa ataques contra instalações energéticas russas. Trump anunciou recentemente um acordo com Moscou para importação de óleo diesel, em um momento delicado para a política energética dos EUA, às vésperas das eleições legislativas.
Representantes ucranianos têm reportado que, sem a remoção das restrições nas comunicações via satélite, a capacidade de defesa contra os ataques russos fica comprometida. Os equipamentos atualmente atingem velocidades inferiores às necessárias para enfrentar drones movidos a jato russos, tornando as missões mais vulneráveis.
Até o fechamento desta reportagem, o Pentágono e a Força Espacial dos EUA não emitiram respostas sobre eventuais limitações impostas nos serviços de comunicação via satélite para a Ucrânia.
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