3M pagará R$ 40 bilhões para encerrar ações sobre químicos eternos nos EUA
Empresa norte-americana 3M concorda em pagar US$ 7,35 bilhões para encerrar ações judiciais sobre substâncias químicas permanentes associadas a doenças graves.
A 3M, conglomerado americano, anunciou nesta terça-feira um acordo para pagar US$ 7,35 bilhões (cerca de R$ 36,5 bilhões, na cotação de 04/11), o equivalente a R$ 40,28 bilhões, para encerrar quase todas as ações judiciais relacionadas a danos à saúde causados por substâncias chamadas de químicos eternos. Essas substâncias, conhecidas pela sigla PFAS, estavam presentes em espumas usadas no combate a incêndios produzidas pela empresa e são ligadas a enfermidades graves, como câncer.
O acordo abrange aproximadamente 99% dos mais de 100 mil autores envolvidos em processos em um tribunal da Carolina do Sul. A 3M fará os pagamentos ao longo de nove anos, iniciando com US$ 50 milhões (cerca de R$ 248,3 milhões, na cotação de 04/11) em 2026, sem desembolso em 2027, e com 20% do valor total nos dois últimos anos.
Segundo William Brown, presidente do conselho e diretor-geral da 3M, o acordo é um marco importante pois reduz significativamente as incertezas das ações judiciais contra a empresa.
Esse acordo se soma a outro firmado em 2024, que prevê até US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 62,1 bilhões, na cotação de 04/11) para financiar a descontaminação e monitoramento da contaminação por PFAS em sistemas públicos de abastecimento de água. A 3M informou que deixou de fabricar os químicos até o final de 2025 e investe em tecnologias para tratar áreas contaminadas.
A empresa ressalta que o acordo não representa admissão de responsabilidade e mantém a disposição de defender-se judicialmente caso as condições não sejam cumpridas.
Além dos Estados Unidos, a 3M enfrenta processos em outros países. Em maio, a Austrália acionou a empresa por US$ 1,43 bilhão (cerca de R$ 7,1 bilhões, na cotação de 04/11) devido à contaminação associada a espumas utilizadas em bases militares. Na Bélgica, há uma ação pedindo cerca de US$ 35 milhões (cerca de R$ 173,8 milhões, na cotação de 04/11) por contaminação atribuída a uma fábrica da companhia em Zwijndrecht.
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