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Confrontos entre polícia e manifestantes marcam protestos contra custo de vida em Milão e Bolonha

Polícia italiana usa gás lacrimogêneo e canhão de água durante protestos em Milão e Bolonha contra o aumento do custo de vida.

17/10/2026 às 16h36

No último sábado, a polícia italiana entrou em confronto com manifestantes em Milão e Bolonha, durante protestos contra o aumento do custo de vida na Itália. As ações policiais ocorreram em meio a atos de violência por parte de parte dos manifestantes, que culminaram no uso de gás lacrimogêneo e de um canhão de água.

Em Milão, manifestantes atiraram pedras na praça em frente à catedral gótica, levando a polícia a dispersar parte do grupo com gás lacrimogêneo. Na sequência, policiais em equipamento anti-motim também tentaram remover manifestantes encapuzados da Galleria Vittorio Emanuele II, um shopping de luxo ao lado da praça. Durante os confrontos, vários feridos foram registrados, e a estação central de metrô Duomo foi fechada. Com o aumento da tensão, lojas fecharam suas portas e turistas deixaram a região central da cidade.

Já na cidade de Bolonha, a polícia utilizou um canhão de água para dispersar os manifestantes após o protesto se tornar violento, realizando sete prisões, segundo informou a agência Ansa. O objetivo das manifestações era protestar contra as dificuldades provocadas pela alta do custo de vida.

Leia também: Protestos contra custo de vida na França registram confrontos e uso de gás lacrimogêneo pela polícia

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que se prepara para as eleições no próximo ano, condenou os episódios de violência nas redes sociais. Em sua conta no X, Meloni afirmou que o direito à manifestação deve ser respeitado, mas criticou a transformação das cidades em “campos de batalha”.

Os protestos na Itália ocorreram em paralelo a manifestações também violentas na França, onde milhares de pessoas saíram às ruas para manifestar descontentamento com o aumento dos custos e a deterioração dos serviços públicos.

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