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Companhias aéreas latino-americanas retomam interesse pela Venezuela, mas enfrentam desafios estruturais

Apesar da reabertura diplomática, setor aéreo destaca obstáculos como infraestrutura aeroportuária danificada e regulação defasada na Venezuela.

As companhias aéreas da América Latina estão mostrando um renovado interesse na Venezuela com a reabertura dos canais diplomáticos e a perspectiva de restabelecimento das conexões aéreas com Caracas.

No entanto, executivos do setor apontam obstáculos significativos, sobretudo a infraestrutura aeroportuária danificada e um marco regulatório defasado, que dificultam uma recuperação mais ampla do mercado aeronáutico local.

Peter Cerda, diretor da Associação Latino Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), afirmou em coletiva de imprensa realizada no dia 18 que a Venezuela possui um potencial estratégico relevante devido à sua localização geográfica, mas ressaltou que a prioridade imediata é a reconstrução da plataforma de aviação do país após os terremotos mortais ocorridos em junho, que causaram danos significativos ao principal aeroporto internacional de Maiquetía, região metropolitana de Caracas.

"A Venezuela apresenta um potencial significativo. Estrategicamente e geograficamente, está em uma localização perfeita. É um mercado com grandes oportunidades", declarou Cerda.

A ALTA mantém diálogo constante com as autoridades venezuelanas, porém indicou que os esforços emergenciais de recuperação têm prioridade sobre discussões políticas mais amplas.

Roberto Alvo, diretor-executivo da LATAM Airlines, declarou que a companhia está otimista com o processo de reaproximação diplomática, especialmente com a melhora nas relações entre Chile e Venezuela. Ele destacou que a LATAM não anunciou novas rotas no momento, mas continuará avaliando oportunidades futuras com a melhora das condições locais.

"O interesse da LATAM é continuar conectando a América do Sul entre si e com o mundo. À medida que percebermos que podemos desenvolver nossa conectividade com a Venezuela, avaliaremos essas oportunidades", disse Alvo.

Cerda ainda observou que o interesse pela reabertura do mercado venezuelano não é exclusivo de empresas latino-americanas, tendo também companhias dos Estados Unidos, Europa e do Oriente Médio demonstrando interesse em reavaliar operações na Venezuela.

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