Protestos pelo voto antecipado marcam mobilizações contra Trump nos EUA antes das eleições de meio de mandato
Movimento No Kings organizou manifestações em diversas cidades americanas para incentivar o voto antecipado antes de 3 de novembro.
Manifestantes do grupo No Kings promoveram neste sábado (17) protestos em centenas de cidades dos Estados Unidos para estimular o voto antecipado nas eleições de meio de mandato. O objetivo é que os eleitores votem antes do dia oficial da votação, 3 de novembro.
As manifestações foram apresentadas como apartidárias e ocorreram em locais como Washington e Atlanta, onde líderes locais reforçaram a importância do voto antecipado como um poder fundamental da cidadania. Em Washington, por exemplo, uma banda se apresentou no Lincoln Memorial para centenas de pessoas que demonstraram disposição mesmo diante do frio.
Paralelamente, o governo federal liderado por Donald Trump moveu ações judiciais contra autoridades eleitorais da Califórnia para impedir o processamento de votos pelo correio de pessoas consideradas “provavelmente” não cidadãs, até a regularização da situação imigratória de cada uma delas ser confirmada. Esta operação acompanha o histórico de questionamento feito pelo governo Trump em relação à segurança da votação pelo correio, que ele alega ter resultado em fraudes nas eleições presidenciais de 2020, sem apresentar provas concretas.
Além disso, o Departamento de Justiça alertou funcionários locais que lidam com esses votos pela possibilidade de investigação criminal e processos judiciais em caso de incorreções.
O contexto das eleições de meio de mandato envolve a renovação total da Câmara dos Representantes dos EUA e a disputa por 35 cadeiras do Senado, das quais atualmente 22 estão ocupadas por republicanos e 13 por democratas. O controle do Congresso nas próximas legislaturas definirá o grau de apoio que o governo Trump terá para implementar sua agenda durante a segunda metade do mandato presidencial.
Senadores democratas também manifestaram preocupação, escrevendo ao procurador-geral do Departamento de Justiça para garantir que cédulas e materiais eleitorais não sejam apreendidos antes da certificação oficial dos resultados, buscando preservar a integridade e transparência do processo eleitoral.
Assim, as manifestações do No Kings e a intensificação de disputas judiciais refletem as tensões e disputas políticas que permeiam estas eleições intermediárias nos Estados Unidos.