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Internacional

Putin adota nova estratégia para dificultar a vida nas cidades ucranianas com ataques constantes

Rússia intensifica bombardeios contra infraestrutura civil na Ucrânia visando desestabilizar população e pressionar governo ucraniano.

17/10/2026 às 16h27

A Rússia intensificou nas últimas semanas os ataques com mísseis e drones contra a capital ucraniana, Kiev, e outras cidades importantes do país, atingindo não apenas alvos militares, mas também construções civis como escolas, hospitais, hotéis, centros comerciais, data centers e pontes essenciais para a mobilidade urbana.

De acordo com relatos, as ofensivas russas incluem ataques contra as pontes que atravessam o rio Dnipro, artérias fundamentais para a circulação entre as margens residenciais e econômicas da capital. Os ataques têm ocorrido até mesmo no horário de pico, sugerindo uma estratégia deliberada de bloqueio e perturbação da vida cotidiana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Vladimir Putin declarou não haver mais regras na guerra, indicando uma política de ataques em massa que visam tornar a vida dos civis na Ucrânia o mais difícil possível, especialmente com a chegada do inverno rigoroso, que pode atingir até -20 °C.

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Segundo o comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, entre janeiro e agosto deste ano, 15.280 civis foram mortos ou feridos devido aos ataques, um aumento de 55% em relação ao mesmo período anterior. Esses números revelam o impacto grave e crescente da ofensiva sobre a população civil.

Especialistas destacam que os drones utilizados pela Rússia ganharam velocidade, altitude e sofisticação, tornando a defesa ucraniana mais desafiadora. Até o final de setembro, milhares de unidades desses drones foram enviados para atacar diversas regiões da Ucrânia, aumentando a pressão sobre a defesa aérea do país.

Além das perdas humanas, a estratégia russa também busca provocar prejuízos econômicos e sociais significativos. O fechamento frequente de empresas em razão dos ataques aéreos resulta em um custo estimado de aproximadamente US$ 45 milhões por hora para a economia ucraniana, afetando ainda mais a estabilidade do governo e a capacidade do país de resistir.

Segundo analistas, a intensificação dos ataques a civis acompanha a dificuldade da Rússia em obter avanços significativos no terreno, que enfrenta resistência contínua quase cinco anos após o início da invasão em 2022. Essa dinâmica evidencia a escolha de uma tática que pressupõe pressionar politicamente Kiev para alcançar objetivos favoráveis à Rússia.

Apesar dos danos e da crescente insegurança, até o momento não se observou êxodo em massa da população em Kiev, embora as discussões sobre a possibilidade de deixar a cidade durante o inverno estejam presentes entre os moradores.

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