Protestos em Milão registram saques e confrontos com polícia no segundo dia de manifestações
Manifestantes encapuzados vandalizam lojas e entram em confronto com forças policiais em Milão, enquanto governo italiano busca soluções.
Milão registra o segundo dia consecutivo de protestos intensos neste domingo (18), com relatos de saques e confrontos entre manifestantes e a polícia. Dezenas de pessoas encapuzadas quebraram vitrines e incendiaram lixeiras nas proximidades da Piazza Duomo, um importante ponto turístico da cidade.
As forças policiais, incluindo tropas de choque, reagiram usando gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão. Mais de 60 manifestantes foram detidos para averiguações.
Na véspera, atos semelhantes ocorreram em outras cidades do norte da Itália, como Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim, resultando em 28 prisões conforme relatório policial. Os conflitos fazem parte de um movimento mais amplo que também afeta países vizinhos, incluindo a França, onde milhares protestaram contra a inflação e o agravamento dos serviços públicos.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que enfrentará eleições no próximo ano, repudiou as ações violentas e anunciou uma reunião governamental para esta segunda-feira (19), visando discutir medidas para controlar a situação.