Oposição venezuelana confirma María Corina Machado como líder e apresenta plano para redemocratização
Plataforma Unitária reforça liderança de María Corina Machado e propõe 14 medidas para eleições e direitos humanos.
A oposição venezuelana oficializou neste domingo (18) a liderança política de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, reafirmando seu papel central nas ações contra o governo de Nicolás Maduro. A confirmação foi feita por meio de um “Grande Acordo Nacional” apresentado ao final de uma reunião realizada em Caracas, envolvendo representantes da Plataforma Unitária, que inclui diversos setores da oposição.
O documento publicado destaca o apoio à “liderança de María Corina Machado”, que atualmente está exilada no Panamá, e ratifica o comprometimento com a mudança política expressa pelos venezuelanos nas urnas. Além disso, os membros da Plataforma propuseram 14 pontos que objetivam a redemocratização da Venezuela, estabelecendo um roteiro para a realização de eleições gerais.
Propostas e demandas da Plataforma Unitária
Dentre as medidas apresentadas, o grupo propõe a definição de um calendário eleitoral democrático, embora sem estipular uma data específica para a votação. Por outro lado, o partido Vente Venezuela, liderado por Machado, defende que as eleições ocorram em 2027, reivindicando a importância de um calendário eleitoral claro.
O acordo também enfatiza a necessidade de estratégias de transição envolvendo atores nacionais e internacionais que facilitem as negociações políticas e a reinstitucionalização do Estado venezuelano. Essas ações buscam garantir um ambiente propício para negociações eficazes e a realização de eleições livres, competitivas e transparentes.
Direitos humanos e presos políticos
Os participantes do acordo exigem ainda a libertação irrestrita dos presos políticos, o retorno seguro dos exilados, o fim da repressão política, a anulação de inabilitações e procedimentos administrativos contra organizações políticas, e a implementação de políticas que assegurem a proteção dos direitos humanos em todo o país.
Com esses pontos, a oposição pretende cimentar um processo democrático ordenado e pacífico, que ponha fim à crise política vigente na Venezuela, com respaldo de diferentes atores dentro e fora do território nacional.