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Internacional

Novos confrontos marcam protestos em Paris após dia de violência e prisões em massa

Após um sábado turbulento com mortes e saques, Paris registrou novos confrontos e uso de gás lacrimogêneo na Place de la République.

18/10/2026 às 14h05

Paris voltou a ser palco de confrontos entre manifestantes e policiais na tarde de domingo (18), na Place de la République, um dia depois de o país ter vivido um dos momentos mais tensos dos últimos anos devido a protestos contra a alta no custo de vida e cortes nos gastos públicos.

A polícia utilizou gás lacrimogêneo contra manifestantes e bicicletas foram incendiadas, demonstrando que as tensões ainda permaneciam na capital francesa após o violento sábado, que deixou um manifestante morto e milhares de pessoas presas em todo o país.

Resumo dos incidentes do sábado

Durante o sábado, as manifestações em diversas cidades da França degeneraram em tumultos, com incêndios em prédios públicos, saques em lojas e pichações generalizadas. A prefeitura de Limoges, com 143 anos, foi incendiada completamente, provocando preocupação e ameaças de renúncia do prefeito local, Guillaume Guerin, caso não haja recursos para reparos.

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Muitas lojas foram danificadas — em Bordeaux, até 100 estabelecimentos foram saqueados —, enquanto grupos violentos enfrentaram a polícia, que respondeu de forma enérgica. De acordo com o ministro do Interior, Laurent Nunez, mais de 2.000 prisões foram efetuadas em todo o país e mais de 600 policiais ficaram feridos.

Reações e contexto político

O presidente Emmanuel Macron deve se pronunciar à nação neste domingo à noite. A crise ampliou o ressentimento contra o governo em meio a uma década de insatisfação social crescente, dificuldades econômicas e aumento da dívida nacional.

O governo responsabiliza os grupos de extrema esquerda, ultra-esquerda e criminosos por incitarem os saques e a violência. Já o líder da extrema-direita, Jordan Bardella, acusou o governo de negligência e pediu a renúncia de Macron, citando uma suposta perda de autoridade das forças de segurança.

Enquanto a maioria dos manifestantes protesta de forma pacífica, a presença de grupos marginais provocou graves danos e agitação social.

Apoio aos afetados

Autoridades locais, como o prefeito de Marselha, anunciaram medidas emergenciais para ajudar empresas e vítimas dos distúrbios. Alexandre Bompard, CEO da rede Carrefour, informou que 50 lojas foram danificadas, 20 delas saqueadas, com prejuízos somando dezenas de milhões de euros.

Origens dos protestos

A mobilização começou no mês anterior, inicialmente voltada para as condições escolares e a falta de professores em subúrbios de classes trabalhadoras, mas evoluiu para uma ampla manifestação contra desigualdades, cortes nos serviços públicos e elevação do custo de vida.

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