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Netanyahu acusa partido árabe de fraude nas eleições

Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alega fraude eleitoral em Israel, mas autoridades consideram caso isolado.

Netanyahu acusa partido árabe de fraude nas eleições
Foto: Divulgação/IsraeliPM

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciou nesta terça-feira (27) uma tentativa de fraude nas eleições gerais do país, marcadas pela maior polarização dos últimos anos e um comparecimento recorde às urnas. Segundo Netanyahu, três dirigentes do partido árabe Lista Árabe Unida (Ra’am) teriam tentado "roubar as eleições", após serem detidos no sul do país com envelopes contendo dinheiro. Entretanto, o premiê não apresentou provas que comprovassem essas acusações.

O partido Lista Árabe Unida e seu líder, Mansur Abbas, negaram as alegações, classificando-as como mentirosas e uma tentativa de espalhar medo para mobilizar o eleitorado de direita. O partido Yashar, que apoia o principal adversário de Netanyahu, o centrista Gadi Eisenkot, afirmou que as declarações do primeiro-ministro buscam antecipar a contestação dos resultados eleitorais em caso de derrota.

As eleições visam escolher os 120 deputados que comporão o Knesset, o Parlamento israelense. As pesquisas indicam um empate técnico entre os blocos liderados por Netanyahu e Eisenkot, que têm posições divergentes, sobretudo sobre segurança e políticas em relação à população árabe e palestina.

Leia também: Israel vota eleição que pode tirar Netanyahu do poder

Nos locais de votação, a polícia também prendeu um homem armado com uma faca que se aproximou ameaçadoramente do líder de esquerda Yair Golan, em Tel Aviv.

Estas eleições acontecem em um contexto de tensão regional, três anos após o início dos conflitos desencadeados pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O país vive um momento de isolamento internacional, devido a sua campanha militar em Gaza, à expansão dos assentamentos e aos frequentes episódios de violência na Cisjordânia.

Netanyahu, que governa o país somando 19 anos de mandatos distintos, baseou sua campanha na segurança e em sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Contrapondo-se, Eisenkot prometeu formar uma comissão independente para investigar as falhas que permitiram os ataques do Hamas, proposta rejeitada pelo atual governo.

Especialistas apontam que provavelmente nenhum partido alcançará sozinho a maioria no Knesset, o que torna as alianças políticas essenciais para a formação do próximo governo. Os partidos árabes, representando cerca de 21% da população, terão papel decisivo nesse cenário, embora até o momento não tenha sido anunciada a intenção de Netanyahu ou Eisenkot de formalizar coligações com essas forças.

Tags: EleiçõesIsraelKnessetNetanyahuPolítica

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