Likud acusa partidos árabes de fraudes em eleição israelense
Likud afirma ter evidências de irregularidades, mas não divulga provas; Comitê Eleitoral analisa denúncias para possível investigação.
O partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, apresentou acusações de fraude eleitoral contra partidos árabes nas eleições realizadas em Israel na última terça-feira (27). A legenda alega a existência de compra de votos, intimidação de eleitores e manipulação de cédulas, sem, no entanto, apresentar provas públicas que sustentem essas alegações.
Segundo informações divulgadas, o Likud afirmou dispor de centenas de depoimentos e supostas provas que indicam irregularidades em seções eleitorais de comunidades árabes. Entre as alegações estão a divergência entre o número de envelopes depositados nas urnas e o de eleitores registrados, além do uso de programas de computador proibidos para mobilização de votos.
O partido entregou essas denúncias à polícia israelense, ao serviço de inteligência interna e ao Comitê Central Eleitoral, que confirmou o recebimento das denúncias e informou estar analisando o material para avaliação de possíveis investigações.
A acusação ocorre após uma votação histórica dos partidos árabes, que conquistaram de 17 a 18 cadeiras no parlamento israelense, algo sem precedentes para esses grupos políticos no país.
Até o momento, as acusações feitas pelo Likud não foram verificadas de forma independente, nem foram divulgadas evidências que comprovem uma manipulação sistemática dos resultados eleitorais pelos partidos árabes.
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