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Gadi Eisenkot tenta formar governo em Israel sem mudar conflito com palestinos

Gadi Eisenkot foi escolhido para formar governo em Israel, mas mantém posições firmes sobre o conflito com os palestinos.

O presidente israelense Isaac Herzog escolheu Gadi Eisenkot para tentar formar um novo governo em Israel, posição que possivelmente substituirá o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Eisenkot apresenta propostas que podem amenizar alguns dos impactos da política israelense na população palestina, mas não traz mudanças significativas no conflito histórico entre os dois povos.

Nas últimas duas décadas, Netanyahu simbolizou para os palestinos a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e a presença militar em áreas palestinas. Durante seu mandato, os assentamentos cresceram rapidamente, fragmentando o território da Cisjordânia em pequenos trechos desconectados, o que dificulta a criação de um Estado palestino contíguo.

Eisenkot defende conter a expansão desses assentamentos e reduzir a violência dos colonos contra palestinos, porém, rejeita a retirada total dos territórios ocupados. Em comum com Netanyahu, mantém a posição de que Israel deve continuar no controle militar e de segurança da Cisjordânia e não se retirar da Faixa de Gaza antes do desarmamento do Hamas.

Leia também: Eisenkot convida partido de Netanyahu para formar coalizão liderada por ele

Além disso, Eisenkot já declarou diversas vezes que não aceita a criação de um Estado palestino independente e considera a solução de dois Estados um erro grave. Após atentados terroristas em 2023, afirmou que defender tal solução era um delírio.

Desafios para formar governo

O bloco político liderado por Eisenkot tem 48 assentos no Parlamento de 120 cadeiras, ficando curto para governar, já que a maioria exige pelo menos 61. Netanyahu mantém um bloco de 53 assentos.

Uma estratégia possível seria formar coalizão com os partidos árabe-israelenses Ra’am e Lista Conjunta, que juntos conseguiram 19 assentos nas últimas eleições.

No entanto, Eisenkot parece descartar a participação desses partidos no governo, o que indica a manutenção da tradição política israelense e limita rupturas com a base existente.

Outra alternativa para Eisenkot é obter apoio dos partidos ultraortodoxos, que somam 13 cadeiras, mas isso implica conceder excepções impopulares, como a dispensa do serviço militar para esse grupo.

O prazo para Eisenkot formar governo é de 28 dias, com possibilidade de prorrogação por mais duas semanas. Caso não consiga, o presidente Herzog poderá atribuir essa tarefa novamente a Netanyahu.

Assim, Netanyahu ainda está no jogo político, enquanto as questões estruturais do conflito com os palestinos permanecem sem solução.

Tags: Binyamin NetanyahuGadi EisenkotIsraelPalestinaPolítica

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