Eisenkot convida partido de Netanyahu para formar coalizão liderada por ele
Ex-chefe militar Gadi Eisenkot aberto a coalizão com partido de Netanyahu, mas quer comando próprio no governo israelense.
Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas de Israel, foi designado para formar um novo governo após as eleições legislativas sem maioria clara. Ele afirmou estar aberto à participação do partido de Binyamin Netanyahu, o atual primeiro-ministro em fim de mandato, e seus aliados de extrema direita, desde que ele próprio lidere a coalizão.
Eisenkot destacou que, se o partido Likud, liderado por Netanyahu, e o Partido Sionista Religioso desejam união, não veem razões para não apoiarem um governo sob sua liderança e princípios apresentados.
O presidente israelense Isaac Herzog indicou Eisenkot para a missão após consultar as legendas do Knesset, o Parlamento israelense. Eisenkot enfatizou a gravidade do momento e a necessidade de um governo de emergência nacional, alertando para uma crise diplomática internacional crescente em decorrência da atual gestão de Netanyahu, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional.
Entre os partidos, Eisenkot recebeu o maior número de indicações, incluindo de siglas que representam a minoria árabe, embora tenha descartado a inclusão formal dessas legendas na coalizão, podendo firmar acordos para apoio a propostas específicas.
Nas eleições de 27 de outubro, o Likud conquistou 27 cadeiras, a maior bancada individual, mas insuficiente para formar governo, já que o bloco de Netanyahu, com 53 cadeiras, ficou abaixo da maioria de 61 assentos no Knesset, exigindo novas negociações. Eisenkot, que reúne 28 apoios partidários, tem um prazo inicial de 28 dias para formar a coalizão, prorrogável por 14 dias, sob risco de o presidente nomear outro candidato.
Filho de imigrantes marroquinos e com trajetória reservada, Eisenkot entrou para a política em 2022. Ele brevemente participou do gabinete de guerra durante o conflito com o Hamas e criticou a condução militar do atual premiê. Sua trajetória pessoal é marcada pela perda de um filho e dois sobrinhos no conflito em Gaza, o que destaca seu envolvimento direto com a situação atual.
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