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Eleições nos EUA: carne mobiliza debate econômico e cultural

Alta do preço da carne mobiliza candidatos e simboliza disputa política e cultural nos EUA.

Na reta final das eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026, a carne bovina passou a ocupar papel de destaque como símbolo da inflação e um marcador cultural nas disputas pelo Congresso.

O tema ganhou força em estados rurais, como Texas, Colorado e Mississippi, onde a alta dos preços da carne e do diesel vem impactando diretamente o poder de compra dos consumidores. Enquanto os candidatos democratas criticam a alta nos custos de alimentação, os republicanos associam os adversários a movimentos como o veganismo, tentando estabelecer paralelo com ameaças à indústria pecuária local.

Carne e cultura no Texas e Colorado

No Texas, o democrata James Talarico teve de responder a ataques provocados pela sua antiga decisão de campanha de adquirir apenas alimentos veganos. Em contrapartida, passou a ser visto publicamente consumindo churrasco, numa tentativa de reafirmar sua ligação com as tradições locais e a atividade pecuária, extremamente relevante para a economia do estado.

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Já no Colorado, o democrata Manny Rutinel tem enfrentado críticas sobre seu ativismo anterior pela redução do consumo de carne. O republicano Gabe Evans explorou imagens de Rutinel usando uma faixa da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) e criticou suas possíveis intenções de promover políticas que limitem o consumo de carne. Em resposta, Rutinel tem aparecido publicamente consumindo tacos de carne bovina e recebeu apoio do sindicato da indústria frigorífica da região.

Questão econômica e eleitoral no Mississippi

No Mississippi, o cenário assumiu outra dimensão, com o democrata Scott Colom usando a sugestão da republicana Cindy Hyde-Smith, que recomendou buscar outras fontes de proteína diante do aumento do preço da carne, para criticar sua postura como insensível às dificuldades das famílias. Em vídeo de campanha, um homem preparando hambúrgueres apela para que, se a alternativa é mudar de proteína, os eleitores também possam mudar seu representante no Senado.

Fatores da alta no preço da carne bovina

Concretamente, o preço médio da carne moída nos EUA atingiu em agosto de 2026 o maior valor nominal desde 1984, chegando a US$ 6,92 por libra. Em setembro, a quantia recuou ligeiramente, mas permanece cerca de 7,4% acima do ano anterior. As causas incluem a redução da oferta provocada por uma sequência de secas graves, que derrubou o rebanho bovino ao menor nível dos últimos 75 anos.

Para tentar aliviar o impacto inflacionário, o governo do presidente Donald Trump fechou acordo para suspender temporariamente tarifas sobre a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina a preços inferiores em 25% aos praticados no mercado doméstico. Apesar da medida, a redução no preço ao consumidor foi limitada, gerando descontentamento entre pecuaristas locais que enfrentam margens apertadas.

Tags: ColoradoInflaçãoMississippiTexascarne bovinaeleições EUA

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