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Volvo anuncia demissão de mais de 2.500 funcionários e prejuízo

Montadora sueca reporta queda de receitas e redução de força de trabalho em meio a desafios no mercado global.

A Volvo comunicou na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, que demitirá mais de 2.500 funcionários, representando uma redução de cerca de 6% de sua força de trabalho. A decisão acompanha o anúncio de um prejuízo líquido de 5,7 bilhões de coroas suecas (aproximadamente R$ 1,27 bilhão) no terceiro trimestre do ano.

Este resultado representa uma reversão em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa registrou um lucro de 4,5 bilhões de coroas suecas. Após a divulgação dos números, as ações da montadora sofreram queda próxima a 30%, alcançando a mínima histórica.

Fatores que impactaram os resultados

Segundo comunicado da empresa, a queda acentuada no desempenho financeiro foi impulsionada, principalmente, pela redução de quase 50% na receita da China em comparação ao ano anterior. Também houve uma reavaliação da expectativa de receita proveniente da venda de créditos regulatórios, afetada pela revogação de normas ambientais nos Estados Unidos.

Durante o trimestre, a receita total da Volvo recuou 23%, para 66,9 bilhões de coroas suecas (R$ 33,95 bilhões), enquanto o caixa mostrou uma saída de cerca de 9 bilhões de coroas suecas (R$ 4,57 bilhões).

Medidas e perspectivas empresariais

O presidente-executivo Håkan Samuelsson destacou que a empresa está focada em lançar veículos produzidos localmente com software chinês e em uma plataforma de menor custo desenvolvida pelo grupo controlador Geely, o que deve melhorar a competitividade nos próximos anos.

Apesar da expectativa de estabilização, o executivo afirmou que "não se deve esperar uma melhora real no futuro imediato" e não descartou a adoção de "medidas adicionais" para redução de custos.

A Volvo já havia alertado para a possibilidade de perdas e retirado suas projeções para o ano corrente anteriormente em outubro.

Contexto do setor automotivo

O cenário atual apresenta desafios para montadoras ocidentais, incluindo aumento da concorrência de empresas chinesas, tarifas norte-americanas e a elevação dos custos das matérias-primas, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

A Volvo foi particularmente afetada pela queda nas vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in na China e nos Estados Unidos, mesmo após esforços para redução de custos e integração com o Grupo Geely.

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