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Vale não deve pagar dividendos extras em 2026

Empresa enfrenta queda na produção, custos elevados e prefere preservar caixa até definição do contexto geopolítico.

A Vale anunciou que é improvável a distribuição de dividendos extraordinários em 2026, motivada por uma série de desafios econômicos e geopolíticos enfrentados pela mineradora. Segundo o vice-presidente financeiro, Marcelo Bacci, a mineradora prefere preservar caixa e evitar o aumento da dívida em um contexto de incertezas, principalmente pelo impacto da guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo e os custos operacionais.

No terceiro trimestre, a Vale registrou lucro de R$ 6,4 bilhões, queda de 56% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado acumulado até agora em 2026 totaliza R$ 23,2 bilhões, uma redução de um terço em relação ao ano anterior. A produção de minério de ferro caiu 1,2% neste período, além de apresentar uma queda de 6% somente no terceiro trimestre, atingindo 88,3 milhões de toneladas.

Diante desse panorama, a companhia considera vantajosa a recompra de ações, autorizada para até 100 milhões de papéis em 2026. A desvalorização dos ativos no setor, impulsionada pela queda do preço do minério, torna o momento oportuno para essa estratégia de remuneração dos investidores, que valoriza as ações remanescentes em circulação.

Embora o lucro tenha recuado, Bacci destacou que o resultado da Vale é positivo levando em conta o cenário atual de preços e que esse sentimento se refletiu na alta de mais de 3% das ações da empresa na bolsa no dia do anúncio. No entanto, analistas manifestaram preocupação com a redução da produção e o aumento de 13% nos custos dos produtos vendidos.

A mineradora se compromete a cumprir o piso de sua meta anual de produção, que exigirá uma média de 92,7 milhões de toneladas no último trimestre. A estratégia e as metas para os anos seguintes serão apresentadas em evento no início de dezembro.

Tags: DividendosValecustos operacionaisprodução de minériorecompra de ações

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