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Ucrânia suspende restrição de velocidade da Starlink

Starlink volta a operar com alta velocidade essencial para operações militares ucranianas, conforme relato do ministro da Defesa.

A Ucrânia comunicou neste sábado (24) que as limitações impostas à velocidade das conexões da Starlink e sua versão militar, Starshield, foram suspensas. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Yevhenii Khmara, que destacou a retomada das velocidades superiores a 400 quilômetros por hora, frente à restrição anterior, que limitava a aproximadamente 161 km/h.

Segundo Khmara, os sistemas do Ministério da Defesa confirmaram a estabilidade das conexões, ressaltando a importância dessa recuperação para as linhas de frente, Forças Armadas, operações com drones, logística e comunicações da Ucrânia.

A redução na velocidade surpreendeu as tropas ucranianas, causando interrupções em missões e afetando a defesa contra ataques com drones russos. O governo ucraniano informou que não recebeu explicações dos Estados Unidos sobre a restrição e classificou essa limitação como aparentemente deliberada.

O episódio ocorre em meio a um cenário de relações diplomáticas difíceis entre Kiev e Washington. O presidente americano, Donald Trump, recentemente firmou um acordo com o presidente russo Vladimir Putin, no qual os EUA se comprometeram a não endurecer sanções contra a Rússia em troca do fornecimento limitado de diesel para o mercado global.

Em entrevistas recentes, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, acusou os Estados Unidos de atrasar entregas cruciais do sistema de defesa aérea Patriot e de omitir alertas sobre lançamentos de mísseis russos. Trump, por sua vez, negou ter ordenado quaisquer restrições à Starlink, mas criticou Zelenski mencionando dificuldades de relacionamento.

O Wall Street Journal relatou que Trump conversou com Elon Musk, CEO da SpaceX, empresa responsável pela Starlink, solicitando que fossem encerradas as limitações à operação do sistema na Ucrânia.

Além das questões tecnológicas e diplomáticas, a Ucrânia prosseguiu com ataques em território russo, incluindo um ataque reivindicado à instalação petroquímica Tolyattikauchuk, em Tolyatti, e outro na região de Oryol, afetando uma fábrica que produz componentes para mísseis. Houve informações de vítimas nesses ataques recentes.

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