Trump impediu ataque de Israel ao Irã antes das eleições americanas, reporta Financial Times
Presidente dos EUA vetou ofensiva israelense planejada para outubro, visando infraestruturas civis e instalações nucleares no Irã.
De acordo com reportagem do Financial Times publicada em 21 de outubro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de realizar um ataque militar contra o Irã nas vésperas das eleições americanas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
As forças armadas israelenses haviam preparado uma série de bombardeios que estavam programados para começar em 10 de outubro. Os alvos previstos incluíam infraestruturas civis, como usinas de energia elétrica, além de locais ligados ao programa nuclear e a outras instalações do regime iraniano.
A ofensiva foi suspensa em razão da oposição de Trump ao conflito nesse momento político delicado, impactando a retomada das operações militares antes das eleições nos EUA.
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Contudo, segundo fontes consultadas pela publicação britânica, tanto o governo americano quanto o israelense mantêm a possibilidade de retomar ataques contra Teerã nas próximas semanas, com potencial envolvimento das forças dos EUA.
Uma fonte citada afirmou ao Financial Times que a situação se encaminha para uma decisão entre acordo diplomático ou ofensiva militar. Washington estaria pressionando o Irã para aceitar condições relativas ao Estreito de Ormuz e ao programa nuclear, buscando uma resolução pacífica.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, visitou Israel em 19 de outubro para discutir a situação com Netanyahu e autoridades locais. Durante essas reuniões, foi apresentada uma lista atualizada de potenciais alvos baseada em inteligência recente, incluindo instalações civis não atingidas em ações anteriores.
Uma avaliação presente na reportagem levantou a hipótese de que o planejamento da ofensiva israelense pudesse ter uma função estratégica de aumentar a pressão diplomática sobre o Irã, dependendo da decisão final de Trump para seguir adiante.
Em declaração ao Financial Times, a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, destacou as dificuldades econômicas e militares do Irã, ressaltando que as ações americanas para bloquear portos iranianos e facilitar a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz têm gerado resultados positivos. Ela também descartou ataques norte-americanos contra o Irã antes das eleições legislativas.
Nem o Pentágono, nem o gabinete de Netanyahu, nem as Forças de Defesa de Israel emitiram comentários oficiais sobre o assunto.
Segundo a reportagem, as IDF permanecem em estado de alerta máximo há semanas, com cancelamento das licenças de todos os militares a partir de 22 de outubro até as eleições parlamentares em Israel, previstas para 27 de outubro, em uma medida considerada pouco usual.
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