Pular para o conteúdo

The Economist aponta Lula como 'azarão' em 2º turno presidencial mais competitivo desde a redemocratização

Revista britânica destaca empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, realçando cenário eleitoral acirrado e estratégias adotadas pelos candidatos.

A revista britânica The Economist publicou reportagem em 25 de outubro destacando que o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), é o mais disputado desde a redemocratização do Brasil.

A publicação ressalta que, historicamente, nenhum candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu vencer o segundo, caracterizando Lula como um "azarão" na disputa.

Nas eleições de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. Pesquisas recentes, como a do Instituto Quaest, indicam Flávio à frente com 45%, enquanto Lula soma 44%, estando ambos empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Leia também: Lula e Flávio Bolsonaro mantêm disputa acirrada a quatro dias do segundo turno, mostram pesquisas

Apesar disso, a rejeição a Flávio caiu de 54% para 52%, e a de Lula teve queda significativa de seis pontos percentuais, passando de 53% para 47%, segundo a pesquisa.

Reação e estratégias de Lula

A The Economist destaca que Lula "se recusa a ser derrotado" e tem adotado uma série de medidas desde o primeiro turno, incluindo o apoio à redução da maioridade penal para crimes graves, a conquista no Congresso pelo fim da escala 6×1, promessas de perdão de dívidas para pequenas empresas, oferta de transporte público gratuito nos finais de semana, reajuste no Bolsa Família e a proibição das apostas esportivas no país.

A revista considera que essas ações têm provocado efeitos positivos nas intenções de voto do petista.

Posicionamento e campanha de Flávio Bolsonaro

Por sua vez, Flávio Bolsonaro mudou posicionamento político recentemente, como demonstrado ao votar favoravelmente à redução da jornada de trabalho, divergindo de críticas anteriores à proposta.

Além disso, o senador tem enfatizado aumento da criminalidade durante o terceiro mandato de Lula. Contudo, a The Economist contesta essa declaração ao apontar que os índices de criminalidade apresentam queda.

No ambiente digital, Flávio mantém vantagem, tendo investido aproximadamente US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) em impulsionamento de conteúdo online antes do primeiro turno, enquanto a campanha de Lula destinou menos de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões).

Em resposta, a campanha petista ajustou a estratégia digital, lançando iniciativas como o "Exército do Lula", coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), para fortalecer a divulgação nas redes sociais, apesar de desafios reconhecidos pela Meta na distribuição do conteúdo.

Considerações sobre as pesquisas

Conforme avaliou a The Economist, os institutos brasileiros têm apresentado dificuldades para captar com precisão o sentimento do eleitorado de direita, o que pode refletir incertezas no cenário eleitoral.

📰 Veja também