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Startup americana levanta US$ 200 milhões para criar cães

Empresa Warhound desenvolve cães com edição genética e tecnologia avançada para operações militares, visando desempenho e bem-estar animal.

Uma startup sediada no Texas, denominada Warhound, captou US$ 200 milhões de investidores para desenvolver cães militares de trabalho com aprimoramentos genéticos e tecnológicos. A empresa planeja produzir cães clonados e geneticamente editados em território americano, equipados com sistemas que conferem “consciência situacional” para operações no campo de batalha.

A iniciativa, idealizada por Palmer Luckey, cofundador da Anduril, e o empreendedor Ben Lamm, busca reduzir as falhas no treinamento de cães militares, aumentar a longevidade e melhorar o bem-estar dos animais. Muitos cães atualmente não concluem o treinamento, e o projeto pretende selecionar os animais com melhor aptidão, armazenar seu material genético em um biobanco e clonar exemplares aprimorados.

O desenvolvimento tecnológico inclui blindagem corporal e sistemas cibernéticos para os cães, que terão seu desempenho potencializado. A Warhound foi avaliada em US$ 1,2 bilhão após a captação, com participação de investidores renomados como Sequoia Capital, Ark Invest, Lux Capital, Franklin Templeton e In-Q-Tel, este último vinculado à CIA.

A empresa será liderada por David Spirk, ex-fuzileiro naval e ex-diretor de dados do Pentágono, que destaca a missão de fortalecer a capacidade dos Estados Unidos em cães de trabalho, reduzindo a dependência de criadores europeus. Diferente da Anduril, Palmer Luckey não terá participação acionária ou cargo executivo na Warhound.

Ben Lamm, que também integra o conselho da startup, possui experiência na Colossal Biosciences, companhia de biotecnologia dedicada à conservação e clonagem animal, incluindo projetos de desextinção.

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