Sede da Saudi Aramco em Dhahran sofre ataque com míssil balístico, governo registra fogo de pequena proporção
Complexo administrativo da Saudi Aramco na Arábia Saudita foi atingido por míssil balístico, causando incêndio controlado sem vítimas, informou o Ministério da Energia.
A sede da Saudi Aramco, empresa estatal de petróleo da Arábia Saudita, localizada na cidade de Dhahran, no leste do país, foi alvo de um ataque com míssil balístico na noite de terça-feira (13). O incidente causou um incêndio de pequena proporção em um prédio administrativo do complexo, conforme comunicado divulgado pelo Ministério da Energia do reino.
Segundo o ministério, as autoridades reagiram prontamente ao incêndio, adotando as medidas necessárias para controle da situação. Não foram registradas vítimas fatais ou feridos em decorrência do ataque.
Uma fonte ligada à companhia afirmou à Reuters que o míssil atingiu o edifício de escritórios do complexo, danificando os três andares superiores e provocando chamas no local. O centro atingido é estratégico para as operações da Saudi Aramco, que gerencia redes extensas de plataformas em terra e mar, oleodutos, refinarias e instalações de exportação.
Leia também: Arábia Saudita lança ataque na capital do Iêmen e Houthis ameaçam alvos em Riade
O ataque ocorre em meio à escalada dos conflitos entre os houthis, do Iêmen, aliados do Irã, e as forças sauditas. Os houthis têm realizado disparos de mísseis e drones contra alvos estratégicos na Arábia Saudita, como forma de retaliação ao apoio saudita ao governo iemenita na guerra civil reiniciada no país vizinho.
Nos últimos dias, o aeroporto internacional de Riade foi alvo de quatro ataques, sendo o mais recente no sábado responsável pela morte de 13 pessoas, caracterizando o atentado mais letal na Arábia Saudita na última década.
O ataque ao complexo da Saudi Aramco gerou estrondos ouvidos por testemunhas na região. Além disso, fragmentos de mísseis interceptados e destruídos pela coalizão liderada pela Arábia Saudita caíram em áreas residenciais de Dhahran e Riade, causando ferimentos leves em quatro pessoas e danos limitados a imóveis na capital saudita.
Os houthis haviam alertado sobre uma resposta severa aos ataques feitos pelo reino ao território iemenita, indicando alvos como a sede da Saudi Aramco e refinarias sauditas. O grupo também recomendou que trabalhadores do setor petrolífero mantenham-se afastados de potenciais locais atingidos.
Na mesma noite do ataque à Aramco, a coalizão liderada pela Arábia Saudita divulgou que realizou ofensivas contra posições dos houthis na região de Sanaa, no Iêmen, visando neutralizar ameaças à segurança do reino, do Iêmen e das rotas internacionais de navegação.
O governo saudita, com liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, declarou que os houthis arcarão com as consequências pelos ataques contínuos ao território saudita.
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