Reajustes dos planos de saúde impactam ações de Hapvida, Rede D’or e BradSaúde
ANS divulga dados sobre reajustes e especialistas avaliam efeitos para empresas do setor de saúde suplementar.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou dados referentes aos reajustes dos planos de saúde coletivos entre junho e agosto de 2026. O levantamento apontou aumento médio de 7,1% nos contratos corporativos, percentual inferior aos 8,2% verificados na média dos últimos 12 meses.
Especialistas do banco Goldman Sachs destacam que a desaceleração nos reajustes reflete a melhora no controle da sinistralidade — índice que mede a relação entre despesas assistenciais e receitas das operadoras — e a moderação na correção dos preços praticados.
Perspectiva para as operadoras
De acordo com os analistas Marcio Osako e Larissa Monte, do Bradesco BBI, esses números têm caráter neutro para as operadoras, pois já se esperava reajustes de dígito alto para 2026.
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Especificamente sobre a Hapvida, os reajustes médios de 9,3% no período observam queda em relação aos 10,7% acumulados nos últimos 12 meses, permanecendo, entretanto, acima da média do mercado. O Goldman Sachs interpreta que essa dinâmica decorre da revisão dos preços de contratos com baixo desempenho financeiro, estratégia que pode manter patamares elevados de preços médios, mas impactar negativamente o crescimento líquido da base de clientes.
Já a BradSaúde registrou reajustes médios de 12,9%, estáveis em relação aos 12 meses anteriores e superiores ao setor. O Goldman Sachs considera que esses valores podem estar vinculados principalmente a contratos antigos e observa uma possível mudança gradual na política de preços da empresa, que historicamente adotava postura conservadora para controlar sinistralidade. O banco destaca que essa movimentação é especialmente significativa no segmento de pequenas e médias empresas, que contam com ampla rede de distribuição do Bradesco. A recomendação para as ações permanece de compra, com preço-alvo fixado em R$ 16.
Para a Rede D’or, por meio da SulAmérica, o aumento médio foi de 5,3% no trimestre, abaixo dos 6,7% do acumulado anual. Segundo o Goldman Sachs, o controle da sinistralidade na companhia deve-se mais a esforços para otimizar reembolsos e diminuir fraudes do que a reajustes expressivos. A expectativa é de continuação da expansão da base de beneficiários por contratos seletivos, com foco na rentabilidade, prioridade apontada pela administração. O banco mantém recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 42.
Por fim, a Amil mostrou desaceleração nos reajustes, que ficaram em média em 6,5% no último trimestre, contra 7,6% nos 12 meses anteriores, o que condiz com seu crescimento constante em número de beneficiários.
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