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Prejuízos por desastres naturais na China somam quase US$30 bilhões em 2026

Ministério de Gestão de Emergências da China registra US$29,9 bi em perdas causadas por tufões, inundações e deslizamentos nos primeiros nove meses de 2026.

Nos primeiros nove meses de 2026, a China registrou perdas diretas de 199,36 bilhões de iuanes, equivalentes a aproximadamente US$29,9 bilhões, decorrentes de desastres naturais, segundo informou o Ministério de Gestão de Emergências nesta quinta-feira.

As perdas foram causadas principalmente por tufões severos, inundações e deslizamentos de terra, sobretudo nas regiões do sudoeste e sul do país, onde ocorreu a maior parte das vítimas e pessoas afetadas. O montante representou uma redução de cerca de 8% em relação aos 217,65 bilhões de iuanes contabilizados no mesmo período do ano anterior.

O ministério confirmou que 562 pessoas morreram ou continuam desaparecidas devido às graves enchentes ocorridas em agosto na fronteira entre o Nepal e o Tibete, mantendo o número oficial inalterado. No total, 1.162 pessoas perderam a vida ou estão desaparecidas em decorrência de desastres naturais nos primeiros nove meses, aumento significativo em relação às 742 registradas no ano anterior.

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As províncias litorâneas da região leste sofreram os maiores danos materiais e perdas econômicas, em função da frequência recorde de tufões — foram 26 formados até setembro no Pacífico Noroeste e Mar do Sul da China, com 7 atingindo o litoral, superando as médias históricas para o período.

Os riscos geológicos, como deslizamentos provocados por chuvas, foram responsáveis pela maior parcela das mortes, correspondendo a 60% do total dos desastres naturais, enquanto os tufões provocaram as perdas financeiras mais volumosas.

Além disso, mais de 5 milhões de pessoas precisaram se deslocar ou buscar abrigo emergencial em todo o território chinês devido à ocorrência desses eventos.

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