Pesquisa Ipespe aponta redução na vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no segundo turno presidencial
Levantamento indica queda de três pontos na vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula, mantendo empate técnico no segundo turno.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Ipespe em parceria com a Abrapel neste sábado, 17 de outubro de 2026, revela que a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial diminuiu três pontos percentuais em relação à semana anterior. Segundo o levantamento, Flávio aparece com 51,2% das intenções de votos válidos, enquanto Lula conta com 48,8%, o que os coloca em situação de empate técnico.
Na comparação com o levantamento anterior, as intenções de voto válidos para Flávio caíram de 52,7% para 51,2%, e as de Lula subiram de 47,3% para 48,8%. Assim, a diferença entre os dois candidatos passou de 5,4 pontos percentuais para 2,4 pontos percentuais.
Quando observados os votos totais, Flávio oscilou de 49% para 48%, e Lula avançou de 44% para 46%. Já na pesquisa espontânea, que não apresenta opções ao entrevistado, o senador recuou de 48% para 47%, enquanto o presidente subiu de 43% para 44%.
Leia também: Em sabatina, Flávio não explica propostas e faz acusações sem provas
Perfis de Eleitores e Rejeição
O levantamento mostra que Flávio Bolsonaro possui vantagem entre homens (53%), pessoas com idade entre 35 e 59 anos (51%), eleitores com ensino médio (53%) e superior (52%), além daqueles que recebem entre dois e cinco salários mínimos (54%) e acima desse valor (54%). Lula lidera entre mulheres (51%), pessoas com mais de 60 anos (50%), eleitores com ensino fundamental (51%), aqueles que recebem até dois salários mínimos (54%) e os independententes (50%).
Quanto à composição religiosa, Flávio tem 46% das intenções entre católicos, 62% entre evangélicos e 37% entre pessoas com outras religiões ou sem religião. Lula detém 49%, 30% e 56%, respectivamente, nesses grupos.
Sobre rejeição, a parcela dos eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em Flávio aumentou ligeiramente, de 46% para 47%. Já a rejeição a Lula diminuiu de 49% para 47%.
Comportamento dos Eleitores de Terceiros Candidatos
Entre eleitores de outros candidatos do primeiro turno, predomina a preferência por Flávio no segundo turno: 50% dos eleitores de Augusto Cury (Avante) escolhem Flávio, contra 31% que preferem Lula; 59% dos de Ronaldo Caiado (PSD) apoiam Flávio e 18% Lula; e 40% dos eleitores de Renan Santos (Missão) optam por Flávio, enquanto 20% apoiam Lula.
Além disso, 32% dos eleitores de Renan manifestam intenção de votar em branco ou nulo no segundo turno, percentual superior ao registrado entre os eleitores de Lula (3%), Cury (3%) e Caiado (6%).
Entre os que votaram em Flávio no primeiro turno, 2% dizem que votarão em Lula no segundo, e entre os que votaram em Lula, 1% admitem escolher Flávio.
Metodologia da Pesquisa
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00223/2026 e realizado entre os dias 13 e 15 de outubro. Foram entrevistadas 1.500 pessoas, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando intervalo de confiança de 95,45%.
📰 Veja também
Braskem propõe reestruturação de dívida de US$ 11 bi
Braskem apresentou detalhes de plano para renegociar dívidas, mas ainda não fechou acordo com credores.
Ex-banqueiro usou financeira nas Bahamas para esquema
Ex-banqueiro Daniel Vorcaro utilizava a Mosaic nas Bahamas como hub para distribuir dinheiro internacionalmente, segundo investigadores.
Plano de Trump para importar carne tem baixo impacto
Iniciativa para importar mais carne bovina magra enfrenta baixa adesão e não reduz preços significativamente nos Estados Unidos.
Estaleiro Rio Grande inicia navio do programa naval de Lula
Obras começaram com atraso no estaleiro do Rio Grande do Sul para navio contratado pela Petrobras, parte da iniciativa de reativar a indústria naval.
Volkswagen planeja congelar salários globais até 2030
Conselho de trabalhadores da Volkswagen revelou planos para congelar salários até 2030, medida que enfrenta resistência dos sindicatos.