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Minidólar (WDOX26) mantém pressão vendedora e aponta níveis-chave para quinta-feira

Contratos do minidólar encerraram estáveis, com análise técnica indicando suportes e resistências para o dia seguinte.

 ·  Atualizado em 22/10/2026 às 07h21

Os contratos futuros de minidólar (código WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram o pregão do dia 21 de outubro próximos da estabilidade, com leve queda de 0,05%, aos 5.033,5 pontos. O dólar à vista apresentou valorização de 0,18%, cotado a R$ 5,0272, mesmo diante da desvalorização da moeda norte-americana no exterior.

O movimento interno do dólar reflete, em parte, a divulgação da pesquisa Quaest, que aponta uma redução na vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (45%) em comparação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (44%), fator que deve contribuir para maior volatilidade nos contratos do minidólar.

Aspectos técnicos e expectativas para o mercado

Segundo análise técnica do economista e analista Rodrigo Paz, o gráfico de 15 minutos mostra que o minidólar encerrou o pregão em movimento negativo, negociando abaixo das médias móveis de curto prazo de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica uma pressão vendedora no curtíssimo prazo, apesar da variação diária pequena.

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Para que a tendência de baixa continue, é necessária uma pressão vendedora suficiente para romper o suporte localizado na faixa entre 5.028,5 e 5.013,5 pontos. Caso isso ocorra, o estudo projeta que o movimento possa se intensificar, atingindo níveis entre 4.995,5 e 4.968,5 pontos, com um objetivo mais distante na região de 4.939 a 4.917 pontos.

Em contraponto, um possível cenário de recuperação exigirá que o minidólar supere inicialmente a resistência localizada entre 5.041 e 5.052,5 pontos. Se essa faixa for ultrapassada, há espaço para avanço em direção aos níveis de 5.060 a 5.078,5 pontos, com um alvo subsequente entre 5.105 e 5.116,5 pontos caso a pressão compradora se intensifique.

Visão de longo prazo e influências externas

No gráfico diário, o minidólar permanece em queda abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sugerindo que o contrato pode tanto iniciar uma recuperação como aprofundar a queda para faixas inferiores. Para retomar a alta, é necessário conquistar as resistências em 5.124,5, 5.192 e 5.274,5 pontos, com possibilidade ampliação da valorização até a região de 5.302,5 a 5.339 pontos.

Por outro lado, dando continuidade à baixa fortalece-se o movimento com a perda dos suportes localizados entre 4.995,5 e 4.968,5 pontos, podendo levar o ativo para a faixa de 4.831 a 4.784 pontos.

O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 39,46, indicando que o ativo não está em condição de sobrecompra nem sobrevenda, o que sugere equilíbrio momentâneo no mercado.

Dados do gráfico de 60 minutos

A análise do gráfico de 60 minutos confirma o cenário negativo, com o minidólar negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés vendedor. Para mudar essa tendência e retomar a alta, o contrato precisa superar resistências nas regiões de 5.052,5, 5.078,5 e 5.116,5 pontos, consolidando força acima de 5.135 pontos.

Além disso, a próxima resistência importante situa-se entre 5.159 e 5.192 pontos, podendo levar a um avanço até 5.226,5 pontos e um objetivo mais ambicioso em 5.274,5 pontos caso o fluxo comprador se mantenha firme.

Para continuar o movimento de baixa, a perda do suporte entre 5.013,5 e 4.995,5 pontos é fundamental. Nesse cenário, o fluxo vendedor pode se intensificar, pressionando o contrato para as regiões de 4.968,5 a 4.950 pontos, com um movimento prolongado podendo levar a níveis entre 4.902,5 e 4.882 pontos.

Fatores externos e impacto no mercado futuro

A análise destaca ainda que a fraqueza do dólar no exterior pode limitar a alta do minidólar no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, o leilão de rolagem organizado pelo Banco Central, que ofertará 75 mil contratos de swap cambial, é um evento relevante que pode influenciar a dinâmica dos preços. Além disso, o avanço da disputa presidencial no país mantém a volatilidade elevada.

Rodrigo Paz é economista, CFP® e analista técnico certificado CNPI-T, com mais de 14 anos de experiência em mercados financeiros. Atualmente, produz análises focadas em Bolsa, ações, minicontratos e criptomoedas para o InfoMoney, tendo atuado em instituições renomadas como Itaú e PagBank.

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