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Geraldo Alckmin acusa PL de apoiar fim da escala 6×1 por temer impacto eleitoral

Vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que PL votou contra jornada 6×1 por 'medo eleitoral' e quer modificar a medida posteriormente.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que compõe a chapa presidencial com o presidente Lula (PT), declarou nesta quinta-feira, 15, que membros do Partido Liberal (PL) apoiaram o fim da escala especial de trabalho 6×1 por receio de repercussões eleitorais e manifestaram intenção de alterar a medida no futuro. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

"Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e têm a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade", afirmou Alckmin, referindo-se à aprovação da proposta que elimina a escala 6×1.

O posicionamento do vice-presidente ocorre após o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, anunciar, em 13 de outubro, que votaria a favor do fim da escala 6×1, embora anteriormente tenha classificado a medida como "oportunista". A proposta foi aprovada pelo Senado em 14 de outubro e prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado.

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Reportagens indicam que Flávio Bolsonaro já teria sinalizado a aliados e empresários a intenção de rever a proposta, caso eleito presidente, o que reforça a preocupação do governo com possíveis alterações futuras.

Além da questão trabalhista, Alckmin defendeu a condução de um ajuste fiscal focado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, descartando a imposição de perdas à população de aposentados. "Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado", disse o vice-presidente.

Ele complementou, apontando a necessidade de ajustar despesas elevadas, citando valores entre 300 mil e 400 mil reais como exemplos de privilégios a serem combatidos. Alckmin enfatizou que o controle das despesas deve andar de mãos dadas com o crescimento econômico e a geração de empregos, visando melhorar a relação entre dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB).

Por fim, o vice-presidente rejeitou medidas que possam conduzir o Brasil a um cenário de recessão e desemprego ou que repassem os custos do ajuste para a classe média e as populações de menor renda. "Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, o economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB", concluiu.

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