Fleury atinge novas máximas enquanto Vale enfrenta pressão e pode intensificar queda
Ações da Fleury seguem em forte alta com sobrecompra, enquanto Vale testa suportes e enfrenta cenário baixista na Bolsa.
As ações da Fleury (FLRY3) e da Vale (VALE3) apresentam movimentos opostos na Bolsa, conforme aponta análise técnica realizada por Rodrigo Paz, analista CNPI-T. Enquanto a Fleury demonstra uma trajetória de alta sólida, renovando máximas recentes e sustentada por um fluxo comprador robusto, a Vale está inserida em um contexto de queda que testa suportes importantes e indica sinais de sobrevenda.
Fleury em forte alta e sinais de sobrecompra
A Fleury manteve um ritmo acelerado de valorização, acumulando no ano de 2026 uma alta de 84,11% e subindo 88,51% nos últimos 12 meses. No gráfico diário, o papel apresenta sequência de topos e fundos ascendentes e negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, próximo à máxima recente de R$ 27,95. O Índice de Força Relativa (IFR) atingiu 78,79 pontos, indicando condição de sobrecompra, dado que a referência para essa classificação é um valor acima de 70.
Embora a tendência de alta se mantenha, o afstandamento dos preços em relação às médias móveis e o nível elevado do IFR evidenciam maior probabilidade de realização de lucros ou consolidação no curto prazo, sem, contudo, comprometer a trajetória positiva. Para a continuação da valorização, é essencial que a ação ultrapasse a resistência em R$ 27,95; por outro lado, uma queda abaixo da média móvel de 9 períodos (em torno de R$ 26,27) poderia sinalizar enfraquecimento do movimento.
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Vale sob pressão vendedora e próximo de ruptura de suporte
Ao contrário da Fleury, a Vale permanece em tendência baixista, com desvalorização acumulada de 5,72% em 2026, embora registre alta de 16,91% nos últimos 12 meses. A ação negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, dentro de um canal de baixa que teve início após a máxima de R$ 89,41. A cotação atualmente está próxima à região de suporte entre R$ 65,72 e R$ 64,11, marcando o predomínio da pressão vendedora.
O IFR caiu para 28,49 pontos, refletindo sobrevenda, já que valores abaixo de 30 indicam essa condição. Esse cenário pode possibilitar repiques técnicos, mas até o momento não existem sinais claros de reversão da queda. Caso o papel perca a região de suporte citada, o movimento de queda poderá se intensificar, abrindo espaço para novas mínimas.
Para reverter o quadro, é necessário que a ação retome os níveis das médias móveis de 9 e 21 períodos (em torno de R$ 67,82 e R$ 70,09) e ultrapasse resistência em R$ 74,27, com a média de 200 períodos (R$ 77,51) como referência adicional em caso de recuperação.
Contexto geral e outros papéis sob observação
Além da Fleury em sobrecompra, outros papéis destacados na mesma condição são as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (PETR3 e PETR4), Smart Fit (SMFT3) e Copel (CPLE3). Já entre as ações com maior pressão vendedora e negociação em faixas técnicas frágeis estão Weg (WEGE3), CSN Mineração (CMIN3), Usiminas (USIM5) e Tenda (TEND3).
Essa análise técnica reflete as condições atuais dos ativos na Bolsa, sem indicar previsão absoluta, mas sinalizando possíveis movimentos de curto prazo com base nos indicadores técnicos.
Rodrigo Paz é economista, CFP® e analista técnico CNPI-T com ampla experiência no mercado financeiro e produz análises para o InfoMoney.
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