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Credores da Raízen têm até 3 de dezembro para escolher forma de pagamento

Credores da Raízen devem optar até 3 de dezembro entre receber dívida em ações, título com deságio ou pagamento parcelado em dinheiro.

Painel com cotações do mercado de ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, Brasil
Painel com cotações do mercado de ações na B3. Foto: Casa.da.Photo/Adobe Stock

Credores da Raízen têm até 3 de dezembro para decidir como receberão os valores devidos pela empresa, segundo documento protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo e na Comissão de Valores Mobiliários nesta terça-feira (3).

A Raízen, produtora de cana-de-açúcar que antecipou a reestruturação de dívidas, apresentou três opções para os credores no formulário disponibilizado pela companhia. A primeira opção permite a troca da dívida por uma combinação de novos títulos de dívida e ações da empresa. Para cada real devido, o credor receberá R$ 0,374 em novas debêntures, R$ 0,176 em títulos da Raízen Energia — resultado da cisão da empresa — e R$ 0,45 em ações.

A segunda alternativa, que será aplicada automaticamente aos credores que não enviarem o formulário até o prazo, é o recebimento do valor com um desconto de 20% em parcela única prevista para 31 de março de 2047, ou seja, daqui a mais de 20 anos.

A terceira opção, destinada a credores com valores menores, possibilita o pagamento em dinheiro de até 75% do crédito, com limite de R$ 9.750 por emissão do título, totalizando R$ 150 milhões. Caso a soma dos pagamentos nesta alternativa não seja suficiente para quitar todos os créditos, o restante será convertido integralmente na primeira opção, com títulos e ações.

Após o prazo, que encerra-se às 19h do dia 3 de dezembro para créditos nacionais e às 17h (horário de Nova York) para títulos internacionais, a escolha será irrevogável. Em 10 de dezembro, termina o prazo para envio de informações complementares pelos credores, sem possibilidade de troca da opção selecionada.

Esse processo ocorre após a aprovação do plano de recuperação extrajudicial da Raízen, homologado em 30 de julho com apoio de 81,6% dos credores, que prevê a reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas.

Como parte do plano, há um programa de desinvestimentos e a cisão da companhia em duas entidades: Raízen S.A., voltada para distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell, e Raízen Energia, responsável pela produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia.

A Raízen anunciou ainda um aumento de capital estimado entre R$ 3,5 bilhões, a ser aportado pela Shell, e R$ 39,8 bilhões. Para preservar uma cadeira no conselho, o empresário Rubens Ometto deverá aplicar R$ 500 milhões por meio do fundo Aguassanta, enquanto a Cosan deverá ver sua participação diluída.

Está agendada para esta sexta-feira (6) uma reunião do conselho de administração da Raízen que deliberará sobre a aprovação do aumento de capital.

Tags: Mercado FinanceiroRaízenaumento de capitaldívidarecuperação judicial

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