Autopia da Disneylândia troca motores a gasolina por elétricos após 71 anos
Atração tradicional da Disneylândia, Autopia deixará motores a combustão para se adequar às normas ambientais da Califórnia em 2027.
A Disneylândia anunciou que substituirá os carros movidos a gasolina da atração Autopia por veículos elétricos no início de 2027. Esta mudança ocorre após 71 anos de funcionamento da atração com motores a combustão e é motivada pela necessidade de atender às rígidas regras ambientais da Califórnia.
A Autopia, presente desde a inauguração do parque em 1955 e parte da área Tomorrowland, permitia que crianças dirigissem pequenos carros coloridos. Os motores atuais, Honda de quatro tempos com 8,5 cavalos de potência, geram poluição e ruído, criando um microclima contaminado na região do parque.
O Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia notificou a Disney em 2024 pela falta de certificação ambiental adequada para os carros da Autopia. A empresa firmou um acordo e pagou multa de US$ 56.250 (cerca de R$ 309,1 mil), comprometendo-se a substituir a frota a gasolina até o começo de 2027.
Bob Gurr, designer original da atração, afirmou que a alteração está atrasada e revelou que a nova versão da Autopia será eletrificada, porém com um sistema diferente, sem baterias individuais nos carros. Segundo ele, a Honda seguirá como patrocinadora, embora a empresa não tenha confirmado seus planos.
A atração já havia inspirado outros parques da Disney, como versões em Tóquio, Paris e Hong Kong (esta última elétrica e encerrada em 2016). No entanto, a atualização para veículos elétricos será implementada inicialmente apenas na Califórnia, estado com amplo uso deste tipo de automóvel nos EUA.
Peter Menotti, fã da atração desde a infância, restaurou um carro original da Autopia e mantém o veículo em sua garagem em Los Angeles. Ele considera que a experiência com os motores atuais transmite uma sensação nostálgica difícil de ser replicada com o modelo elétrico.
A mudança da Autopia sinaliza a adaptação da Disneylândia aos desafios atuais com o meio ambiente, mantendo a atração clássica viva, porém mais sustentável.
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