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Bradesco divulga balanço do 3º trimestre de 2026 com lucro estável e recuperação gradual

Bradesco apresenta lucro líquido de R$ 7,1 bilhões no 3º trimestre, com evolução operacional impulsionada por seguros e gestão eficiente.

 ·  Atualizado em 22/10/2026 às 07h29

O Bradesco (BBDC4) divulgou seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2026 nesta quinta-feira (22), apresentando um lucro líquido em torno de R$ 7,1 bilhões. Esse valor permanece praticamente estável em relação ao trimestre anterior e representa um crescimento de aproximadamente 13,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita estimada ficou em cerca de R$ 37,7 bilhões, conforme projeções compiladas pela LSEG.

De acordo com análise do Safra, o banco segue em um processo de recuperação gradual, sustentado principalmente pelo desempenho sólido do segmento de seguros, pela disciplina na gestão dos custos operacionais e por uma estrutura de capital reforçada. A margem financeira com clientes apresentou avanço estimado em 3,6%, impulsionada pela melhora dos spreads e pela performance nas operações de crédito.

Apesar da evolução operacional, o Safra destaca que o aumento das despesas com provisões continua a ser o principal elemento de pressão sobre os resultados, limitando ganhos mais expressivos na rentabilidade em um ambiente de crédito ainda desafiador. O segmento de seguros retornou a atuar como um importante amortecedor dos resultados, com crescimento superior a outras linhas de negócio e geração de receitas recorrentes, contribuindo para compensar a pressão decorrente do custo do risco e da desaceleração nas receitas de serviços.

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As receitas provenientes de tarifas apresentaram estabilidade, enquanto as despesas operacionais mantiveram-se sob controle, refletindo os esforços da administração para aumentar a eficiência desde o início da reestruturação do banco. A reestruturação da operação de saúde e o aumento de capital anunciado em outubro fortalecem ainda a posição de solvência e ampliam a flexibilidade da instituição para enfrentar o ciclo atual do crédito.

De forma semelhante, o Goldman Sachs identificou avanços operacionais no Bradesco, embora ressalte desafios para uma recuperação mais robusta dos lucros. O banco projeta uma receita líquida de juros crescente em aproximadamente 3% no trimestre, mas pondera que o aumento do custo do risco deve limitar os ganhos da atividade bancária. A receita ajustada ao risco está estimada em R$ 10,7 bilhões para o período.

O Goldman prevê também que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recuará para 15,5% neste trimestre, contra 16,2% no trimestre anterior, em função do incremento das provisões. Porém, esse indicador permanece acima dos níveis do ano anterior, corroborando a percepção de continuidade na recuperação operacional do banco.

Para os analistas, os principais pontos a serem acompanhados pelos investidores são a evolução das provisões, o comportamento da inadimplência, bem como a capacidade do segmento de seguros e das iniciativas de eficiência de compensar a pressão sobre o resultado da atividade bancária tradicional.

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