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Ambev cresceu vendas de cervejas premium apesar da queda do lucro

Ambev registra alta nas vendas de cervejas premium e receita acima da inflação, mas lucro líquido cai 10% no terceiro trimestre de 2026.

A Ambev encerrou o terceiro trimestre de 2026 registrando um lucro líquido de R$ 4,4 bilhões, o que representa uma queda de 10% em relação aos R$ 4,9 bilhões obtidos no mesmo período de 2025. Conforme informado pela empresa, essa redução no lucro se deve à ausência de efeitos tributários não recorrentes que impactaram positivamente o resultado do ano anterior, incluindo operações relacionadas à venda da unidade em Barbados.

A receita líquida orgânica da companhia, que exclui efeitos cambiais e alterações no escopo da empresa, teve crescimento de 7,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado, indicador que reflete a geração de caixa operacional, aumentou 8,9% e a margem apresentou melhora de 0,4 ponto percentual.

Esses resultados consolidam as operações da cervejaria em dez países das Américas, com destaque para Brasil, Argentina, Canadá e Chile.

Crescimento no segmento premium e marcas focadas em saúde

O Brasil foi principal destaque para a Ambev, especialmente no segmento premium, que apresentou crescimento de 19% no volume no trimestre. O crescimento mais expressivo veio de cervejas com apelo "wellness" — produtos sem glúten, com teor reduzido de calorias ou menor teor alcoólico, que avançaram 157% em volume.

Dentre as marcas que impulsionaram esse avanço estão a Michelob Ultra, cerveja de baixa caloria e patrocinadora oficial da Copa do Mundo de 2026, que teve um aumento de 478% nas vendas, e a Stella Pure Gold, sem glúten, que cresceu 195%. O segmento de cervejas sem álcool também cresceu 43%.

A empresa investe em um portfólio diversificado com propostas para diferentes perfis e ocasiões, incluindo marcas como Corona, associada a um estilo de vida ao ar livre; Spaten, ligada à tradição alemã; Original, que remete à cultura de bar; e Stella Artois, focada na gastronomia.

Mercado de cervejas no Brasil e plataformas digitais

Dados da Nielsen indicam que o mercado brasileiro de cervejas teve crescimento aproximado de 4% no terceiro trimestre na comparação anual. No acumulado dos segundo e terceiro trimestres, o volume total comercializado cresceu 1,3%.

Nas vendas por plataformas digitais, o aplicativo Zé Delivery, apontado pela Ambev como importante para o futuro da companhia, teve aumento de 16% no volume bruto de vendas (GMV). Já a plataforma BEES, destinada a bares e mercados, cresceu 83%.

Segundo o diretor financeiro da Ambev, Guilherme Fleury, a empresa encerrou os primeiros nove meses de 2026 com crescimento da receita líquida acima da inflação, acompanhada de investimentos significativos em marketing, que cresceram organicamente em dois dígitos no trimestre e no acumulado do ano.

Tags: AmbevMichelob Ultracervejas premiumlucro líquidomercado de cervejas

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