Lucro da Eli Lilly sobe 16% com Mounjaro e Zepbound
Eli Lilly registra alta nas vendas dos tratamentos para obesidade e revisa previsão anual de receita para até US$ 92 bilhões.
A farmacêutica americana Eli Lilly anunciou um lucro líquido de US$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 16% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado positivo é atribuído principalmente à forte demanda por seus medicamentos para perda de peso, especialmente as vendas dos tratamentos Mounjaro e Zepbound.
Crescimento dos principais medicamentos
O Mounjaro apresentou um aumento de 65% nas vendas, alcançando US$ 10,7 bilhões nos três meses encerrados em setembro. Já o Zepbound, indicado para obesidade, teve um avanço de 49% nas receitas, somando US$ 5,3 bilhões. Esses números expressivos permitiram que a empresa revisasse para cima suas projeções financeiras.
Revisão das projeções e valorização das ações
Com base na alta demanda dos consumidores, a Eli Lilly passou a prever uma receita anual entre US$ 91 bilhões e US$ 92 bilhões, ante estimativa anterior de US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões. Na bolsa de Nova York, as ações da companhia tiveram valorização superior a 7% na abertura do pregão, atingindo o recorde de US$ 1.390 por papel e acumulando alta de 27% no ano.
Desafios e concorrência no mercado de comprimidos para emagrecimento
A farmacêutica lançou o comprimido Foundayo, para emagrecimento, que apresentou vendas de US$ 184 milhões no trimestre, abaixo da expectativa dos analistas que previam US$ 234 milhões. O comprimido concorrente Wegovy, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, registrou 173.100 prescrições semanais nos EUA, contra 58.014 para o Foundayo, conforme dados de mercado.
Outras iniciativas e investimentos
A empresa também trabalha no desenvolvimento do retatrutide, um medicamento injetável de nova geração para perda de peso, e tem ampliado sua presença por meio de aquisições. Desde o início do ano, a Eli Lilly anunciou operações no valor de US$ 31 bilhões em áreas como oncologia e neurociências. Em julho, fechou acordo para comprar a AtaiBeckley, empresa de medicamentos psicodélicos, por até US$ 3,8 bilhões.
Perspectivas para o futuro
O CEO Dave Ricks ressaltou que cerca de metade das prescrições da classe de medicamentos GLP-1 nos EUA são para diabetes. Reguladores americanos avaliam o uso do Foundayo para essa indicação, o que, se aprovado, poderá fortalecer ainda mais o desempenho do produto. A empresa espera que a expansão da cobertura dos planos de saúde nos EUA contribua para o aumento da base de usuários de seus tratamentos para obesidade.
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