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Ações da Americanas sobem 15% após fim da recuperação judicial

Ações da varejista Americanas fecharam em alta após decisão judicial que encerrou processo de recuperação.

As ações das Lojas Americanas encerraram o pregão desta terça-feira (20) com alta de 15,6%, cotadas a R$ 6,90, após a Justiça do Rio de Janeiro anunciar no dia anterior o fim da recuperação judicial da companhia. Durante o dia, os papéis chegaram a subir 25%, alcançando R$ 7,50.

A decisão foi proferida pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira e considera que a empresa cumpriu as obrigações do plano apresentado na recuperação judicial, homologado em fevereiro de 2024. A Americanas havia solicitado o processo em janeiro de 2023.

Especialistas destacam que o encerramento da recuperação judicial reforça a confiança do mercado na capacidade de reestruturação da empresa. Alexandre Pletes, da Faz Capital, afirmou que o grupo controlador da Americanas demonstrou resiliência para superar os desafios enfrentados.

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Gabriel Magno, da AW Capital, ressaltou que a varejista também se beneficia do cenário favorável para o setor e da expectativa de redução dos juros futuros, o que impulsiona o otimismo na bolsa. No mesmo pregão, ações de Magazine Luiza e Lojas Renner também registraram alta, acompanhando o avanço do Ibovespa e a queda nas taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI).

Por outro lado, o estrategista Ricardo Pompermaier, da Davos Investimentos, alertou que a saída da recuperação judicial não indica a recuperação completa da empresa, que ainda precisa melhorar sua operação e rentabilidade.

Apesar da decisão, a insatisfação de alguns credores permanece, especialmente entre os bondholders, que questionam a conversão de seus créditos de dólares para reais, alegando que tal conversão resultou em pagamentos menores.

Em comunicado, o CEO Fernando Soares disse que a Americanas implementou um plano de readequação nos últimos dois anos, apresentando crescimento de 9,3% no primeiro semestre de 2026 e aumento de 10,3% na receita bruta por metro quadrado, além de um ganho operacional de R$ 500 milhões no período. Ele destacou que a empresa sai mais forte para retomar sua posição no varejo físico brasileiro.

Quando entrou com o pedido de recuperação, a companhia indicava uma dívida em torno de R$ 43 bilhões e mais de 16,3 mil credores, após a divulgação de inconsistências contábeis de aproximadamente R$ 20 bilhões em seu balanço.

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