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Dólar inicia sessão em alta com tensão no setor tecnológico americano

Moeda americana sobe no início do dia, enquanto mercado avalia impacto dos dados de emprego e mudanças no setor de tecnologia dos EUA.

Painel com cotações da bolsa de valores no moderno centro de visitantes do B3, Brasil, Bolsa, Balcão, na sede da BOVESPA.
Painel com cotações da B3. Foto: AlfRibeiro/Adobe Stock

O dólar começou o pregão desta sexta-feira (6) em alta, refletindo o cenário de incertezas diante dos dados de emprego a serem divulgados nos Estados Unidos e a forte queda nas ações do setor de tecnologia naquele país. O movimento acompanha preocupações do mercado com possíveis mudanças nas regulações desse setor, após a formação da maioria democrata no Congresso americano nas últimas eleições de meio de mandato.

Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,67%, sendo negociada a R$ 5,4885, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,82%, aos 166.191 pontos. Hoje, as negociações no mercado acionário brasileiro começam mais tarde, às 10h.

Setor de tecnologia em foco

As ações em Wall Street voltaram a sofrer forte pressão, com o índice Nasdaq Composite registrando queda de 5,52% — o maior recuo em um dia desde abril de 2025. O S&P 500 e Dow Jones também apresentaram quedas significativas, afetados tanto pela movimentação das empresas ligadas à inteligência artificial quanto pelas incertezas regulatórias.

O mercado teme que a maioria democrata no Congresso dos EUA imponha regulamentações mais rígidas ao setor tecnológico. Essa preocupação derrubou o valor de mercado das chamadas “Sete Magníficas” — grupo que inclui gigantes como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft — em cerca de US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões), mais do que o Produto Interno Bruto da Suécia.

O índice Nasdaq entrou no chamado território de correção, acumulando queda de quase 12% em relação ao pico recente de outubro, o que indica uma fase de retração no mercado.

Perspectivas econômicas no Brasil e EUA

No Brasil, o mercado continua atento ao quadro fiscal, especialmente após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que ressaltou não existir "fórmula mágica" para a economia e garantiu que o governo Lula manterá compromissos fiscais e sociais assumidos durante a campanha.

Para este dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que também pode influenciar o comportamento dos investidores.

Nos Estados Unidos, o relatório mensal de emprego, conhecido como payroll, é aguardado para fornecer indicações sobre o atual estado do mercado de trabalho e as perspectivas para a política de juros do Federal Reserve.

Agenda e reformas

Além disso, o governo brasileiro sinalizou avanços na regulamentação do fim da escala 6x1 de trabalho e indicou uma redução gradual da jornada semanal para 40 horas. A Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, ou "imposto do pecado", também foi publicada recentemente, definindo a tributação para 2027.

Por fim, os mercados asiáticos foram impactados pelo desempenho instável em Wall Street, refletindo em quedas nos principais índices na China, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão, revelando preocupações globais sobre a desaceleração do setor de tecnologia e do boom da inteligência artificial.

Tags: DólarMercado Financeiroeconomia Brasileconomia EUAsetor de tecnologia

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