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Deoleo vende operações para consórcio espanhol e ações despencam 23%

Investidores reagem à venda da maior empresa de azeite do mundo, aguardando definição sobre valores finais recebidos.

Painel com cotações do mercado de ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, Brasil
Painel com cotações do mercado de ações na B3. Foto: Casa.da.Photo/Adobe Stock

As ações da Deoleo, maior engarrafadora mundial de azeite, caíram até 23,12% na Bolsa de Madri após a empresa anunciar a venda de suas operações a um consórcio formado pelas companhias espanholas Dcoop e Acesur. A informação veio em 5 de novembro de 2026, repercutindo nas negociações do mercado financeiro.

O negócio foi avaliado inicialmente em 520 milhões de euros, mas esse valor não reflete o montante que a Deoleo receberá efetivamente, nem o que será distribuído a seus acionistas. Descontos como dívidas, ajustes financeiros e retenções contratuais ainda serão aplicados ao montante bruto da venda.

Detentora de 50,99% da holding que controla as operações vendidas, a Deoleo S.A. declarou à Comisión Nacional del Mercado de Valores, órgão regulador espanhol, que espera receber entre 190 milhões e 200 milhões de euros pela venda dessa participação. Contudo, esse valor não é definitivo e pode sofrer alterações até a conclusão do processo.

Além disso, parte dos recursos estará retida em uma conta de garantia para assegurar o cumprimento de cláusulas contratuais, o que significa que nem todo o valor ficará disponível imediatamente para a empresa.

O consórcio comprador é formado pela Dcoop, cooperativa que reúne mais de 75 mil famílias de agricultores na Espanha, e pela Acesur, empresa familiar que possui marcas importantes como La Española e Coosur. Ambos terão participação igualitária no negócio.

Para que a venda seja concluída, é necessária a aprovação dos acionistas da Deoleo e autorizações regulatórias em três países: Espanha, Estados Unidos e Itália. Nessas últimas duas nações, as autoridades de defesa da concorrência examinarão o impacto da operação no mercado. Na Itália, será analisada a transferência do controle das operações locais para investidores estrangeiros.

Outro ponto que pode influenciar o negócio são os contratos de licença da marca Bertolli, pertencente ao grupo japonês Mizkan. Este terá dois meses para decidir se continuará ou encerrará os contratos após a mudança de controle das operações da Deoleo.

A Deoleo estima que todo o processo regulatório dure entre seis e oito meses. Durante esse período, sobretudo até a finalização da venda, os valores finais a receber e as parcelas retidas podem sofrer modificações. O comunicado oficial não detalhou o destino dos recursos provenientes da venda.

Tags: Bolsa de MadriDeoleoazeiteaçõesvenda

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