Após morte de peixes, prefeitura de São Luís investiga possível intoxicação na zona rural
Em Terra do Rumo, moradores relatam problemas de saúde após morte de peixes; análises da água ainda estão em andamento.
Equipes de saúde da Prefeitura de São Luís realizaram uma investigação no último sábado (17) na comunidade Terra do Rumo, localizada na zona rural da capital maranhense, a respeito de uma possível intoxicação dos moradores. A ação ocorreu após a constatação da morte de centenas de peixes em um igarapé da região, o que motivou relatos de problemas respiratórios e dermatológicos entre os residentes.
Durante a visita, profissionais da Unidade de Saúde da Família do Coqueiro e técnicos da vigilância de riscos coletaram informações sobre os sintomas apresentados, incluindo irritações na pele e dificuldade respiratória. Relatórios foram elaborados para documentar os casos suspeitos, embora ainda não haja confirmação direta de que os sintomas estejam relacionados à água do igarapé.
Os moradores também mencionaram a presença de um forte mau cheiro e alterações na coloração da água, levantando suspeitas sobre um possível despejo irregular de resíduos químicos oriundos da fábrica da Solar, empresa vinculada ao sistema Coca-Cola. No dia 8 de outubro, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) recolheu amostras de água em quatro pontos distintos do igarapé para análise. Os resultados ainda não foram divulgados.
A Solar informou que está apurando a situação e ressaltou que trata seus efluentes conforme as normas legais e técnicas vigentes, destiando-os a uma localidade situada a aproximadamente 3,5 km da unidade fabril. A empresa mantém diálogo constante com a comunidade e as autoridades competentes, segundo nota oficial.
O presidente do Instituto Reviva Rio, Márcio Cruz, comentou que após intervenção corretiva referente a uma tubulação rompida houve mudanças visuais na água do local. Já a presidente da Associação de Moradores da Terra do Rumo, Jéssica Brenda dos Santos, destacou que a Solar comunicou a intenção de adotar medidas para minimizar o odor na região.
As investigações prosseguem para esclarecer as causas da mortalidade dos peixes e avaliar os efeitos na saúde dos moradores, com o objetivo de definir eventuais ações preventivas e corretivas.