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Maranhão

Após morte de peixes, prefeitura de São Luís investiga possível intoxicação na zona rural

Em Terra do Rumo, moradores relatam problemas de saúde após morte de peixes; análises da água ainda estão em andamento.

18/10/2026 às 11h51

Equipes de saúde da Prefeitura de São Luís realizaram uma investigação no último sábado (17) na comunidade Terra do Rumo, localizada na zona rural da capital maranhense, a respeito de uma possível intoxicação dos moradores. A ação ocorreu após a constatação da morte de centenas de peixes em um igarapé da região, o que motivou relatos de problemas respiratórios e dermatológicos entre os residentes.

Durante a visita, profissionais da Unidade de Saúde da Família do Coqueiro e técnicos da vigilância de riscos coletaram informações sobre os sintomas apresentados, incluindo irritações na pele e dificuldade respiratória. Relatórios foram elaborados para documentar os casos suspeitos, embora ainda não haja confirmação direta de que os sintomas estejam relacionados à água do igarapé.

Os moradores também mencionaram a presença de um forte mau cheiro e alterações na coloração da água, levantando suspeitas sobre um possível despejo irregular de resíduos químicos oriundos da fábrica da Solar, empresa vinculada ao sistema Coca-Cola. No dia 8 de outubro, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) recolheu amostras de água em quatro pontos distintos do igarapé para análise. Os resultados ainda não foram divulgados.

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A Solar informou que está apurando a situação e ressaltou que trata seus efluentes conforme as normas legais e técnicas vigentes, destiando-os a uma localidade situada a aproximadamente 3,5 km da unidade fabril. A empresa mantém diálogo constante com a comunidade e as autoridades competentes, segundo nota oficial.

O presidente do Instituto Reviva Rio, Márcio Cruz, comentou que após intervenção corretiva referente a uma tubulação rompida houve mudanças visuais na água do local. Já a presidente da Associação de Moradores da Terra do Rumo, Jéssica Brenda dos Santos, destacou que a Solar comunicou a intenção de adotar medidas para minimizar o odor na região.

As investigações prosseguem para esclarecer as causas da mortalidade dos peixes e avaliar os efeitos na saúde dos moradores, com o objetivo de definir eventuais ações preventivas e corretivas.

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