Mulher de 24 anos é assassinada pelo ex-companheiro com terçado no interior do Amazonas
Câmeras de segurança registraram o ataque contra Amanda em Humaitá; suspeito foi preso em flagrante no mesmo dia.
Uma mulher de 24 anos chamada Amanda foi assassinada a golpes de terçado pelo ex-companheiro no município de Humaitá, no sul do Amazonas. O crime ocorreu no dia 18 de setembro e foi registrado por câmeras de segurança. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o homem, de 39 anos, não aceitava o fim do relacionamento.
De acordo com a investigação, o suspeito avistou Amanda próximo a um estabelecimento comercial, foi até sua casa buscar o terçado utilizado no crime e retornou ao local para atacar a ex-companheira. Amanda tentou fugir e pedir ajuda, mas caiu ferida em uma oficina de motores, onde moradores prestaram socorro e acionaram a Polícia Militar. Apesar do atendimento, ela não resistiu aos ferimentos.
Após o ataque, o homem foi encontrado nos fundos de outro estabelecimento comercial, com o terçado e vestígios de sangue no corpo, nas roupas, na arma e em uma bicicleta que estava com ele. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia e confessou o crime na delegacia. Relatou que mantinha um relacionamento com Amanda há cinco meses, que já a havia agredido anteriormente e que foi ao local com a intenção de matá-la.
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Contexto local e alertas da polícia
Este foi o primeiro caso de feminicídio registrado em Humaitá nos últimos quatro anos. Entretanto, a Polícia Civil constatou aumento das ocorrências de violência contra mulheres no município nos últimos anos. A delegada Wagna Souza da Costa ressaltou a importância de reconhecer os sinais de violência e procurar ajuda diante das primeiras ameaças ou agressões.
Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas indicam que, entre janeiro e agosto de 2026, o estado registrou 12 casos de feminicídio, mesmo número do mesmo período do ano anterior. O feminicídio é definido como o assassinato de mulheres motivado por violência de gênero, incluído na legislação brasileira desde 2015 pela Lei nº 13.104.
Experiência e orientações
Rosemeire Furtado, mãe de uma vítima de feminicídio há dez anos, utiliza sua história para alertar outras mulheres sobre a necessidade de identificar sinais de violência e não permanecer em silêncio diante de ameaças. A Polícia Civil orienta que denúncias de violência podem ser feitas em delegacias ou pelo Disque 180. Em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.
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