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Estiagem atinge 113,9 mil famílias e 46 cidades no Amazonas

O governo do Amazonas mobiliza 1.500 profissionais e 18 aeronaves para enfrentar incêndios florestais e amenizar os efeitos da seca.

1 de 1 Estiagem prolongada no Amazonas faz mais de 40 cidades decretarem situação de emergência
1 de 1 Estiagem prolongada no Amazonas faz mais de 40 cidades decretarem situação de emergência — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Amazonas enfrenta uma grave estiagem que já impacta 113,9 mil famílias e levou 46 municípios a decretar situação de emergência, conforme divulgado pelo governo estadual em boletim da Defesa Civil neste sábado (24). Além disso, 12 cidades estão em estado de alerta e outras quatro em atenção pela mesma condição.

Entre as cidades em emergência estão Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Municipalidades em situação de alerta incluem Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará. Em atenção estão Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.

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Qualidade do ar e ações de combate

A qualidade do ar tem apresentado níveis preocupantes em algumas localidades. Parintins teve classificação péssima, enquanto Autazes, Iranduba e São Sebastião do Uatumã foram consideradas com qualidade muito ruim. Barreirinha, Boca do Acre, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte e Silves registraram ar ruim, e outros 17 municípios apresentaram qualidade moderada, incluindo Manaus, cujo índice se aproximava da categoria ruim.

Para combater os incêndios florestais e minimizar os impactos da seca, cerca de 1.500 profissionais — entre bombeiros militares e brigadistas — atuam em parceria com o governo federal. A operação conta ainda com 18 aeronaves: oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Dentre as iniciativas do governo estadual, destaca-se a contratação de 153 brigadistas florestais via programa Floresta em Pé, o monitoramento contínuo dos incêndios e a entrega de veículos equipados com kits de combate ao fogo.

Fiscalizações ambientais são realizadas pela Operação Tamoiotatá em 13 municípios e pela Amazonas+Verde em outros 33. A Operação Alerta Fogo utiliza drones e veículos com internet via Starlink para monitorar o uso ilegal do fogo, podendo aplicar multas e embargos em caso de infração.

Dados e medidas preventivas

De 1º de junho a 23 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.843 ocorrências relacionadas a incêndios e combate a 23.857 focos, sendo 4.721 em Manaus e 19.136 no interior do estado.

Em resposta à situação, o governo proibiu o uso do fogo em todo o estado por 120 dias, exceto em casos previstos em lei, e decretou situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas. Essas medidas ampliam as ações de resposta e recuperação.

Além disso, ações de educação ambiental atingiram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto deste ano, e o monitoramento dos focos de calor é realizado por imagens de satélite pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), auxiliando na fiscalização e identificação de infrações.

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