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Sergipe

Audiência sobre feminicídio de empresária baiana assassinada pelo namorado policial penal ocorre em Aracaju

Segunda audiência de instrução no caso da morte de Flávia Barros reúne testemunhas no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.

16/10/2026 às 12h46
1 de 2 Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio.
1 de 2 Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio. — Foto: Reprodução redes sociais

Aconteceu na sexta-feira (16) a segunda audiência de instrução referente à morte de Flávia Barros, empresária baiana assassinada em março deste ano em Aracaju. O procedimento judicial ocorreu no Fórum Gumersindo Bessa, na capital sergipana, e contou com oitiva de testemunhas convocadas pelo Poder Judiciário.

O réu no processo, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, policial penal e ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, está preso e responde pela acusação de feminicídio contra a namorada. A defesa do acusado esteve presente, porém ele não compareceu pessoalmente à audiência.

Durante essa etapa, a Justiça ouviu 11 testemunhas, sendo que a maioria prestou depoimento de forma remota. Tal fase é determinante para a avaliação dos fatos e da autoria do crime ocorrido no dia 22 de março, quando a vítima foi morta a tiros dentro de um hotel na Zona Sul de Aracaju.

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Perícia contraria versão do acusado

Conforme as investigações divulgadas pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE), laudos técnicos contestaram a alegação inicial de Tiago Sóstenes de que teria tentado suicídio após disparar contra Flávia. As perícias apontaram que a vítima estava deitada na cama no momento em que foi atingida.

Além disso, os registros extraídos dos celulares do casal indicaram que o relacionamento tinha histórico de episódios anteriores relacionados à violência doméstica.

Pedido de condenação

O Ministério Público requer a condenação do réu por feminicídio, crime cuja pena máxima é de até 40 anos de prisão, e ainda solicita a aplicação de duas causas de aumento de pena conforme a legislação vigente.

Após alta hospitalar imediata ao crime, Tiago Sóstenes foi levado ao Presídio Militar (Presmil) para cumprimento da prisão preventiva enquanto aguarda o prosseguimento do processo judicial.

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