Diagnosticado surto de raiva transmitida por morcegos coloca produtores do Amapá em alerta
A Agência de Defesa Agropecuária do Amapá reforça vacinação e notificações imediatas para conter a raiva transmitida por morcegos hematófagos.
A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro) lançou um alerta para que produtores rurais da região reforcem a vacinação contra a raiva transmitida por morcegos hematófagos. O comunicado aconteceu em 14 de outubro de 2026, em resposta às condições favoráveis ao crescimento de casos da doença nas áreas rurais.
A médica-veterinária Rafaela Ferreira, chefe da Unidade de Saúde Animal da Diagro, explicou que a raiva, doença causada por vírus que atinge o sistema nervoso central, não possui cura e é fatal, levando à morte de 100% dos animais infectados logo após a manifestação dos sintomas neurológicos.
O vírus pode ser transmitido para humanos, caracterizando a doença como uma zoonose de alto risco à saúde dos moradores e trabalhadores rurais que entrem em contato com animais contaminados.
Medidas preventivas e monitoramento
O principal método de proteção indicado pelas autoridades é a imunização completa do rebanho, incluindo bois, búfalos, cabras, ovelhas, jumentos e cavalos. A Diagro orienta que, diante da suspeita — evidenciada pela presença de mordidas ou ferimentos causados possivelmente por morcegos —, os produtores devem informar imediatamente a agência para que as providências sejam tomadas.
Em circunstâncias de suspeita ou confirmação da raiva em uma propriedade, a vacinação torna-se obrigatória para todos os animais suscetíveis naquela fazenda e em um raio de até 12 quilômetros ao redor, ampliando a proteção contra a disseminação do vírus.
Dados oficiais apontam que os últimos casos confirmados no Amapá ocorreram em 2020, em Porto Grande, com um bovino positivo e outras mortes suspeitas, e em 2021, em Santana, envolvendo búfalo e cavalo.
Transmissão pelo morcego hematófago
Os morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue, geralmente habitam locais como cavernas, construções abandonadas, currais e folhagens de grandes árvores, formando colônias que facilitam a propagação do vírus entre si por meio de contato, como lambedura, antes do contágio dos herbívoros nas propriedades.
Por isso, o controle dos ambientes onde os morcegos se refugiam e o reforço da vacinação são estratégias essenciais para evitar um surto epidêmico de raiva na região.
Recomendações para a população
Pessoas que tiverem contato com animais suspeitos ou confirmados com raiva devem buscar atendimento médico imediato devido ao risco de transmissão e gravidade da doença para os humanos.
As autoridades sanitárias seguem monitorando a situação e reforçam a importância da colaboração dos produtores rurais para garantir a vigilância e o controle da raiva no estado do Amapá.