Manaus enfrenta 10 dias consecutivos de fumaça intensa causada por queimadas na região
A capital amazonense registra a pior qualidade do ar do país, com alerta de risco severo emitido pela Defesa Civil.
Manaus enfrenta uma crise ambiental há 10 dias consecutivos devido à intensa fumaça produzida por queimadas em sua região. Neste sábado (17), a Defesa Civil do Amazonas emitiu alertas de risco severo para a capital e outras 10 cidades do estado, devido à pior qualidade do ar registrada no país.
As partículas finas no ar da cidade atingiram 580,2 microgramas por metro cúbico (UG/m³), mais de três vezes o limite considerado péssimo para saúde humana. A densa camada de fumaça está visivelmente encobrindo prédios e arranhacéus, além de obscurecer o horizonte e transformar a paisagem urbana.
A reportagem do G1 observou a ponte que cruza o Rio Negro, um dos cartões postais de Manaus, completamente tomada pela névoa tóxica. A poluição atmosférica não só compromete a qualidade do ar, mas também representa uma ameaça direta à saúde da população.
A fumaça produzida pelas queimadas é transportada por ventos que espalham as partículas pela cidade e região. Pessoas com doenças autoimunes, como Ana Paula, relatam dificuldades mesmo em ambientes fechados. Para se proteger dos efeitos nocivos, as autoridades recomendam evitar atividades ao ar livre, utilizar máscaras e manter a hidratação constante.
Além do impacto à saúde pública, a névoa prejudica o combate aos próprios incêndios. As operações aéreas do Ibama foram suspensas pela manhã devido à baixa visibilidade causada pela fumaça, dificultando o controle dos focos de queimada.
Em função dos riscos à saúde e segurança dos estudantes, as universidades estadual e federal do Amazonas decidiram suspender as aulas presenciais temporariamente.
A Defesa Civil reforça as orientações de prevenção e alerta para o risco severo que se mantém enquanto persistir a concentração elevada de fumaça sobre Manaus e regiões próximas.