Trump justifica suspensão de sanções à Rússia para preservar negociações de paz e critica Zelensky
Presidente dos EUA suspende sanções contra Rússia para evitar prejudicar negociações e acusa líder ucraniano de prolongar guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (18) que a suspensão de sanções e tarifas contra a Rússia foi adotada para não afastar Moscou das negociações para o fim da guerra na Ucrânia. A justificativa foi divulgada por Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
Trump afirmou que sua decisão “é simples” e baseada na tentativa do seu governo de negociar a paz. Segundo ele, assinar a legislação que prevê as sanções neste momento poderia prejudicar as conversas entre as partes, por isso a aplicação das medidas foi suspensa.
O presidente norte-americano não estabeleceu uma data para uma eventual mudança de posição e disse que poderá assinar o documento posteriormente.
Na sexta-feira (16), Trump já havia suspendido a aplicação das sanções previstas na chamada Lei Graham, que incluíam tarifas sobre produtos russos e penalidades a países que compram petróleo e gás da Rússia. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a suspensão tem prazo inicial de até 60 dias para avaliação dos efeitos econômicos, tanto globais quanto para os EUA.
Críticas a Zelensky e ataques às refinarias russas
Na publicação, Trump também criticou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem acusou de não querer encerrar o conflito e prolongar a guerra. Segundo o ex-presidente americano, Zelensky poderia ter alcançado um acordo melhor anos atrás.
Além disso, Trump condenou ataques ucranianos contra refinarias de diesel na Rússia, ressaltando que essas ações prejudicam o mercado internacional do combustível e impactam empresas e produtores americanos. Contudo, não foram apresentados dados que dimensionem esses impactos.
Zelensky criticou a suspensão das sanções, alertando que a medida pode fortalecer o presidente russo, Vladimir Putin, e prolongar o conflito, ressaltando a continuidade do apoio financeiro dos países europeus e do governo anterior dos EUA à Ucrânia.
Acordo sobre fornecimento de diesel russo
Em meio a preocupações com o fornecimento global de energia, o governo americano busca ampliar a oferta de diesel russo no mercado internacional. Trump mencionou um acordo preliminar pelo qual a Rússia forneceria inicialmente mais de 300 mil toneladas métricas do combustível aos EUA, com remessas adicionais previstas para novembro.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o acordo visa incentivar o fim da guerra e não oferecer suporte econômico à Rússia. Ele ressaltou que o aumento das exportações russas de diesel estará condicionado à redução do conflito com a Ucrânia.