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Internacional

Trump usa protestos na França para reforçar campanha eleitoral nos EUA

Presidente americano e republicanos associam violência na Europa à imigração para criticar democratas às vésperas das eleições de meio de mandato.

21/10/2026 às 10h42

Com as eleições legislativas dos Estados Unidos se aproximando, o presidente Donald Trump e líderes do Partido Republicano passaram a utilizar os protestos violentos na França como argumento para reforçar sua campanha eleitoral. Imagens de saques e incêndios que afetam cidades francesas têm sido associadas por Trump à imigração descontrolada, em um esforço para assustar eleitores e vincular a situação ao partido Democrata.

Durante comício em Kansas, Trump alertou que cenas como torres de igrejas em chamas na França poderiam acontecer nos EUA caso os democratas radicais se mantivessem no poder. Ele ainda anunciou a intenção de investir mais de US$ 400 milhões do fundo de campanha para fortalecer candidaturas republicanas nas eleições de meio de mandato, marcadas para o próximo dia 3.

Parlamentares republicanos de destaque, como o vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson, reforçaram a retórica anti-imigração. Vance afirmou que os distúrbios surgem quando pessoas sem a cultura local são acolhidas, enquanto Johnson classificou a situação como um aviso alarmante sobre os riscos de uma vitória da esquerda radical marxista.

Leia também: Trump, inflação e imigração são temas centrais das eleições de meio de mandato nos EUA

Porém, os analistas apontam que essa estratégia de associar a violência europeia à imigração pode não ser suficiente para reverter as dificuldades eleitorais dos republicanos, pois pesquisas indicam que os americanos estão mais preocupados com questões econômicas e com os desdobramentos da guerra contra o Irã.

Levantamento da Reuters-Ipsos destaca que apenas 36% dos eleitores aprovam a postura rigorosa de Trump sobre imigração, o que indica limitações na eficácia do discurso adotado. As eleições de meio de mandato continuarão sendo um referendo para o governo atual, com a população avaliando criticamente seus principais temas, incluindo políticas de imigração agressivas.

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