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Trump, inflação e imigração são temas centrais das eleições de meio de mandato nos EUA

Eleições de novembro definem controle do Congresso em meio a baixa popularidade de Trump e debates sobre custo de vida e imigração.

20/10/2026 às 20h12  ·  Atualizado em 20/10/2026 às 20h14

As eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, marcadas para o dia 3 de novembro de 2026, estão sendo influenciadas por três temas centrais: a baixa popularidade do presidente Donald Trump, a inflação que afeta o custo de vida dos americanos e as divisões sobre a política de imigração. Esses fatores têm papel decisivo na disputa pelo controle do Congresso, com republicanos buscando manter suas estreitas maiorias e democratas tentando retomar o poder nas duas Casas legislativas.

Trump domina a agenda eleitoral apesar de impopularidade recorde

Donald Trump figura como principal protagonista das eleições, mesmo enfrentando seu índice de aprovação mais baixo já medido, de 31%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Ele realizou comícios em estados-chave como Flórida, Iowa, Michigan e Texas e tem convocado eleitores a se engajarem nas urnas, estimulando sua base a aumentar a participação neste pleito.

Enquanto isso, os democratas criticam Trump por não ter cumprido promessas de campanha relacionadas à redução do custo de vida e encerramento de conflitos externos, propondo agendas focadas em acessibilidade econômica e combate à corrupção governamental.

Leia também: Pesquisa aponta vantagem dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA; Trump enfrenta baixa popularidade

Custo de vida e inflação entre as maiores preocupações dos eleitores

Os eleitores classificam consistentemente o custo de vida como a questão mais relevante para a decisão de voto nas midterms, com destaque para despesas como saúde, gasolina, alimentação e moradia. Dados recentes indicam alta nos preços: gasolina custa em média US$4,28 por galão nacionalmente, aumento de US$1,20 em relação ao ano anterior, enquanto o diesel subiu US$2,70 para US$6,32. Mantimentos e imóveis também registraram aumentos importantes de 1,8% e 2,1% respectivamente no último ano.

No campo legislativo, os republicanos obtiveram a prorrogação de cortes de impostos e reduzidos gastos em programas sociais como o Medicaid, que atende populações de baixa renda. No entanto, tensões políticas causaram paralisações no governo no passado recente em decorrência de disputas sobre financiamento de subsídios de saúde que beneficiam milhões de norte-americanos.

Imigração gera forte polarização durante a corrida eleitoral

A imigração tornou-se tema divisório, com dados preliminares do Departamento de Segurança Interna apontando redução de 95% na detenção de migrantes na fronteira sudoeste comparado ao governo Biden. Contudo, confrontos fatais envolvendo agentes federais ocorreram em diversos estados como Maine, Minnesota e Texas.

Enquanto isso, democratas em disputas primárias têm adotado posicionamentos mais à esquerda, alguns propondo o impeachment da secretária de Segurança Interna Kristi Noem e a abolição do órgão ICE. Já os republicanos aprovaram projeto para financiar rigorosamente as ações da Patrulha de Fronteira e do ICE até o fim do mandato atual, acusando os adversários de defenderem fronteiras abertas.

Investigação recente em Washington envolvendo a deputada democrata Ilhan Omar suscitou debates sobre a possibilidade de retirada da cidadania e deportação, gerando ampla contestação dentro do partido.

Outros temas e disputas locais também se destacam

Além dos três temas principais, questões específicas como a influência da inteligência artificial e data centers, o futuro das criptomoedas, o aborto e a política externa, especialmente em relação a Israel, podem impactar votações em Estados-chave.

Em Ohio, o financiamento de data centers se tornou ponto de confronto entre os candidatos ao Senado, enquanto no Maine, o posicionamento da senadora Susan Collins sobre a Suprema Corte e o aborto está em evidência.

No contexto internacional, Trump declarou apoio à reeleição do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, demonstrando a interligação entre assuntos domésticos e exteriores na disputa eleitoral.

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