Zelensky propõe congelar linhas de frente como passo para cessar-fogo na Ucrânia
Presidente ucraniano defende participação em negociações e garantias de segurança de aliados para evitar nova agressão.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou nesta quarta-feira (21) sua proposta de “congelar” a linha de frente da guerra contra a Rússia como o primeiro passo para iniciar negociações em busca de um cessar-fogo. Em entrevista à Fox News, Zelensky afirmou que esse congelamento das posições no campo de batalha seria uma forma de encerrar o conflito armado.
Segundo o presidente ucraniano, qualquer acordo de paz deve incluir a participação direta da Ucrânia e garantias de segurança oferecidas por parceiros internacionais, incluindo Estados Unidos e países europeus. Essas garantias visam evitar que o país retorne a situações de ocupação, agressão e violência, assegurando a proteção da população.
Zelensky ressaltou: “Chamamos isso de cessar-fogo… congelar e parar” e afirmou ainda que a Ucrânia está aberta a dialogar em qualquer formato e sobre qualquer tema, mas enfatizou que não se deve negociar sobre o país sem sua presença.
Enquanto isso, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, encontrava-se com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo para discutir a situação da guerra. Em paralelo, a Rússia anunciou um acordo para enviar carregamentos de diesel aos EUA e a libertação de um cidadão americano detido desde o início do conflito.
Além dos aspectos diplomáticos, Zelensky abordou questões tecnológicas relativas aos serviços de comunicação via satélite prestados pela empresa americana SpaceX, de Elon Musk. O presidente mencionou que os sistemas Starshield e Starlink, utilizados em operações militares e para acesso à internet, seguem com limitações de funcionamento. Segundo ele, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, comprometeu-se a trabalhar para resolver essas restrições.
As declarações ocorrem após o jornal The Wall Street Journal reportar que Elon Musk teria ordenado a redução dos serviços do Starshield, informação que Musk atribuiu a uma determinação do então presidente Donald Trump, que, por sua vez, negou envolvimento na decisão.