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Internações por doenças intestinais sobem 66% em Campinas

Casos de doenças inflamatórias intestinais cresceram de 198 para 329 entre 2016 e 2025 na região de Campinas, alerta médico sobre fatores de risco.

Entre 2016 e 2025, as internações por doenças inflamatórias intestinais na região de Campinas aumentaram 66,2%, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde. O número subiu de 198 para 329 registros, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em 2016.

Em 2025, a faixa etária com mais internações foi a de pessoas entre 20 e 59 anos, totalizando 157 casos. Outros grupos também foram afetados: 56 internações ocorreram em pacientes de até 19 anos, e 116 em pessoas com 60 anos ou mais, das quais 46 eram idosos acima de 75 anos.

Principais doenças e sintomas

Segundo o coloproctologista Hércio Cunha, da Clínica Vitali em Campinas, as doenças inflamatórias intestinais mais comuns são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Ambas são crônicas e causam inflamações que provocam sintomas como dor abdominal, cólicas e diarreia contínua.

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A doença de Crohn pode afetar diversas partes do sistema digestivo, enquanto a retocolite ulcerativa tem maior impacto no intestino grosso e reto.

Fatores que influenciam a saúde intestinal

O médico aponta que a ingestão frequente de alimentos ultraprocessados e alterações na microbiota intestinal podem estar relacionadas ao aumento dos casos dessas doenças. Essas condições exigem mudanças na alimentação e monitoramento médico para evitar desconfortos e manter a qualidade de vida.

Depoimentos de pacientes

A estudante Gabriela Musselli, 24 anos, de Valinhos, foi diagnosticada com doença de Crohn aos 18 anos. Ela relata que teve que modificar a dieta, evitando alimentos como feijão e chocolate, para controlar os sintomas. Gabriela também destacou a importância de uma alimentação rica em calorias para combater a perda de massa corporal vinculada à doença.

Já Juan Kelvin, morador de Jaguariúna, recebeu diagnóstico de retocolite ulcerativa em 2022. Ele menciona que teve que reduzir o consumo de fibras, alimentos gordurosos e derivados do leite, além de controlar a ingestão de açúcar, fundamentando essas decisões no acompanhamento médico.

Orientações médicas

Hércio Cunha ressalta que os sintomas devem ser observados com atenção, pois indicam a necessidade de exames, como colonoscopia. Ele reforça que as restrições alimentares devem ser individualizadas, conforme as necessidades de cada paciente.

Os sintomas de alerta incluem diarreia persistente, dor abdominal intensa e perda de peso inexplicada, que exigem avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.

Perspectiva dos especialistas

Apesar dos desafios, tanto especialistas quanto pacientes destacam que é possível manter boa qualidade de vida com acompanhamento contínuo e adaptações na rotina alimentar e terapêutica. Gabriela conclui enfatizando a importância de buscar atendimento médico rápido para controlar a doença.

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