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PF detalha esquema com aviões e pistas clandestinas para tráfico no RS

Investigação aponta que grupo usava aeronaves e pistas no RS para transportar drogas do Paraguai; chefe comandava esquema de dentro da prisão.

PF detalha esquema que levava drogas do Paraguai ao RS
PF detalha esquema que levava drogas do Paraguai ao RS — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Federal detalhou um esquema criminoso que usava aviões de pequeno porte e pistas clandestinas no Rio Grande do Sul para transportar drogas vindas do Paraguai. A organização, segundo as investigações, contava com pilotos, traficantes e pessoas responsáveis pelos locais de pouso e decolagem.

O grupo utilizava aeronaves de empresas privadas de táxi aéreo, sem o conhecimento destas, e aeródromos, como o Aeroclube Albatroz em Osório, onde um dos responsáveis teria recebido pagamentos mensais para facilitar o uso das instalações.

A rota identificada começava no Paraguai e seguia pelo Paraná até o RS, com o objetivo de abastecer facções criminosas no estado. Além de aeroclubes, foram localizadas pistas clandestinas entre Palmares do Sul e Mostardas, que funcionavam como pontos de apoio da organização.

Leia também: PF prende seis suspeitos e bloqueia R$ 2 milhões em operação no Pará e Ceará

Um dos líderes do grupo apontado pela PF é Fernando Luiz Doval Júnior, preso desde 2023 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, na Região Carbonífera. Mesmo detido, ele teria continuado a comandar o esquema a partir da prisão, com ajuda de um celular supostamente entregue via drone, conforme imagens obtidas pela PF.

A investigação começou após a apreensão de 35 quilos de cocaína em malas dentro de um avião fretado no Aeroporto de Caxias do Sul, em outubro de 2023. Desde então, foram identificados 18 envolvidos, entre pilotos, advogados, familiares e pessoas ligadas a aeródromos.

Em agosto de 2026, a Polícia Federal realizou uma operação que resultou na prisão de 17 suspeitos. A Justiça Federal aceitou a denúncia contra todos eles, que respondem por tráfico, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A defesa de Fernando Doval Júnior afirmou que vai analisar os documentos da investigação para comprovar que as acusações são equivocadas.

Após os fatos, a Polícia Penal adotou melhorias na segurança do presídio onde o suspeito está detido, como a instalação de telas nas janelas das celas, mudanças na rotina de visitas e implementação de um módulo de segurança máxima para isolar lideranças criminosas.

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