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Justiça confirma sanidade de mãe acusada de matar gêmeas no RS

Laudo psiquiátrico indica capacidade mental plena da ré à época do duplo feminicídio em Igrejinha, RS.

Martelo da Justiça.
Martelo da Justiça. — Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Sul homologou o laudo psiquiátrico que atesta a plena capacidade mental de Gisele Beatriz Dias no momento em que as filhas gêmeas, de 6 anos, morreram em outubro de 2024 na cidade de Igrejinha. Com isso, o processo criminal contra ela foi reativado.

Gisele é acusada de duplo feminicídio e responde criminalmente pelas mortes das irmãs Manuela e Antônia Pereira. O exame foi concluído após quase um ano de suspensão do processo para realização da perícia.

Laudo psiquiátrico e investigação

O documento pericial do Departamento Médico Judiciário do Tribunal de Justiça do RS indicou que a ré era imputável, ou seja, tinha condições mentais para compreender a ilicitude dos atos quando ocorreram as mortes.

O laudo também descartou a presença de insanidade mental, embora tenha registrado histórico de transtorno depressivo e uso abusivo de medicamentos.

As meninas foram encontradas desacordadas com oito dias de diferença, sendo a primeira morte registrada em 7 de outubro e a segunda em 15 de outubro de 2024, dia em que a mãe foi presa.

Exames toxicológicos realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) testaram mais de cem substâncias químicas no sangue e tecidos das vítimas, incluindo sedativos e venenos, mas não identificaram substâncias que expliquem as causas dos óbitos, que permanecem indeterminadas.

Próximos passos do processo

Com a homologação do laudo, a Justiça solicitou manifestação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e da defesa da ré para que o julgamento pelo Tribunal do Júri seja organizado. A data do julgamento ainda não foi definida.

A família das vítimas acompanha com expectativa a retomada do processo. Em entrevista, a tia das meninas afirmou que os últimos dois anos foram os mais difíceis para a família e falou em busca por justiça.

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