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Mpox sobe 7 vezes no Rio e capital fica sem vacinas

No Rio de Janeiro, confirmações de Mpox dispararam em setembro e outubro, enquanto a cidade enfrenta falta de doses da vacina.

Mpox
Mpox — Foto: Reprodução

Os casos de Mpox aumentaram sete vezes nos últimos dois meses na cidade do Rio de Janeiro, que atualmente está sem doses da vacina contra a doença.

Segundo o Observatório Epidemiológico do município, setembro registrou 45 casos — a maior quantidade para um único mês em três anos. Em outubro, foram confirmadas mais 29 infecções, totalizando 74 nos dois meses, contra apenas 10 no mesmo período de 2025.

Este avanço ocorre em um cenário no qual a capital enfrenta falta de vacinas dirigidas aos grupos prioritários recomendados pelo Ministério da Saúde. São considerados prioritários aqueles com maior vulnerabilidade, embora a vacinação esteja restrita a públicos específicos.

De acordo com o deputado federal Daniel Soranz (PSD), que presidiu a Frente Parlamentar da Vacina no Congresso Nacional, é urgente que o Ministério da Saúde adquira mais doses para conter a disseminação da doença. Ele alerta que o aumento de casos na capital pode sinalizar um alerta para outras regiões brasileiras.

Em todo o estado do Rio de Janeiro, até o momento, foram confirmados 211 casos em 2026, superando os 119 do ano anterior. Além disso, há 119 casos suspeitos em investigação.

Atualmente, dez pacientes estão internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizado na Zona Norte do Rio.

O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho destaca a importância de buscar atendimento médico em caso de sintomas relacionados à Mpox, que incluem febre, dores pelo corpo e lesões na pele que podem evoluir para bolhas.

A Mpox é transmitida principalmente por contato direto com lesões, fluidos corpóreos ou objetos contaminados, e pode ser transmitida por via sexual e aérea.

Embora a maioria dos casos tenha evolução leve ou moderada, a doença pode provocar complicações graves e levar à morte, o que reforça a necessidade de vigilância e controle.

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