Justiça do Rio solta homem preso por soltar pipa em Manguinhos
Carlos Henrique da Silva Júnior foi liberado após prisão por suspeita de envolvimento em tiroteio na refinaria.
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Carlos Henrique da Silva Júnior, 35 anos, que havia sido detido no dia 17 de outubro na Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte da cidade. Ele estava preso desde então acusado inicialmente de tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de fuzil.
A juíza Beatriz de Oliveira Marques, da 29ª Vara Criminal da Capital, decidiu retirar a acusação de tentativa de homicídio por falta de indícios, mantendo, porém, as outras três acusações. Dessa forma, Carlos Henrique responderá em liberdade pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma.
Carlos Henrique afirma inocência e explica que estava soltando pipa no terreno da refinaria durante um tiroteio. Segundo ele, é comum que pessoas da região frequentem o local nos finais de semana para essa atividade. Ele negou envolvimento ou conhecimento dos fatos relacionados à apreensão que incluiu um fuzil, munição, drogas e dinheiro.
"A gente tem o hábito de ir pra lá final de semana. O sábado que eu fico de folga eu vou pra soltar pipa com meus amigos. Aí aconteceu um tiroteio lá. Falaram que eu estava próximo de um armamento, essas coisas aí. Eu não sei de nada até hoje", afirmou.
Familiares, amigos e moradores do Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, onde Carlos Henrique reside, protestaram contra sua prisão, afirmando que ele trabalha formalmente como auxiliar de serviços gerais e nunca teve envolvimento com atividades criminosas.
Após ser libertado, Carlos Henrique comentou a expectativa de retomar a rotina ao lado da família. "A sensação de liberdade é muito feliz. É isso, família, com a minha família e sair muito feliz com a família", disse.
A Polícia Militar informou que a equipe foi atacada a tiros na região após receber denúncias sobre homens armados no local. A corporação apreendeu um fuzil, carregadores, munição, drogas e dinheiro durante a ocorrência.
Em nota, a Promotoria da 29ª Vara Criminal esclareceu que a prisão em flagrante de Carlos Henrique foi convertida em preventiva na audiência de custódia, mas não foram encontrados indícios de sua participação na troca de tiros contra os policiais. O Ministério Público ofereceu denúncia pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, com provas suficientes para o prosseguimento do processo. O réu é considerado primário e poderá aguardar o julgamento em liberdade.
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